GERAL

MP quer garantir atendimento aos pacientes do Hospital Hélio Angotti

Recomendação considera notícias de constrangimento das atividades do hospital, visto que desde o início da semana alguns trabalhadores estão em greve

Geórgia Santos
Publicado em 05/09/2015 às 12:22Atualizado em 16/12/2022 às 22:26
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Mais de 150 funcionários da instituição cruzaram os braços no primeiro dia da greve, que já dura cinco dias

Ministério Público quer garantir o atendimento aos pacientes de câncer do Hospital Dr. Hélio Angotti. Para isso uma recomendação foi expedida ontem pela promotora Cláudia Alfredo Marques, titular da 14ª Promotoria de Justiça do Cidadão Especializada na Defesa da Pessoa Idosa, da Pessoa com Deficiência e da Saúde. O documento foi redigido considerando notícias de constrangimento das atividades do hospital, visto que desde o início da semana alguns trabalhadores estão em greve.

Na recomendação (nº 10/2015) a promotora aciona o prefeito Paulo Piau, o secretário de Saúde, Marco Túlio Cury, o coordenador da Central de Regulação do SUS Fácil, José Natal, e ainda o governador Fernando Pimentel e o secretário de Estado da Saúde, Fausto Pereira. Recomendação é para que tomem providências necessárias no sentido de manter o atendimento na especialidade de oncologia, tanto de urgência e emergência, como eletivo, o tempo todo, à população da região Triângulo Sul. Todas as medidas devem ser comunicadas, de imediato, à 14ª Promotoria. Além disso, o não-cumprimento da recomendação pode acarretar em medidas judiciais e extrajudiciais pelo MP. O documento também foi encaminhado ao hospital, sendo recebido pelo assessor jurídico Ivandir Sebastião Ribeiro.

Já a greve continua. A instituição chegou a apresentar uma contraproposta aos pedidos feitos pela categoria, porém, após análise, os grevistas rejeitaram a possibilidade de acordo e mantiveram o calendário. Uma audiência pública para discutir a situação dos trabalhadores do hospital está marcada para a próxima terça-feira (8), às 15h, na Câmara Municipal de Uberaba.

Mais de 150 funcionários da instituição cruzaram os braços no primeiro dia da greve, que já dura cinco dias. A categoria está insatisfeita com cortes promovidos pelo hospital para contenção de gastos. Grevistas pedem a manutenção de percentual mínimo de adicional noturno e gratificações, plano de saúde para todos os funcionários, estabilidade para os grevistas, retorno das perdas e redução dos altos salários do hospital.

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