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MPF denuncia sargento por frustrar operação da Receita Federal

Ministério Público Federal (MPF) denunciou sargento da Polícia Militar de Minas Gerais por crimes de abuso de autoridade e constrangimento

Publicado em 01/06/2013 às 00:46Atualizado em 17/12/2022 às 09:33
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 Ministério Público Federal (MPF) denunciou sargento da Polícia Militar de Minas Gerais por crimes de abuso de autoridade, constrangimento ilegal, cárcere privado e prevaricação pelo fato de ter impedido operação da Receita Federal. De acordo com a denúncia, S.J.R. questionou a presença de integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a serviço na BR-497, entre as cidades de Iturama e Campina Verde, no dia 26 de junho de 2010. Os policiais mostraram distintivos e identificações funcionais e também explicaram que estavam acompanhando auditores fiscais e analistas da Receita Federal na operação "Conexão IV" - voltada para a fiscalização com objetivo de reprimir a prática do contrabando de cigarros e outras mercadorias vindas do Paraguai.   Julgando insuficientes as informações, ainda que não houvesse e não tivesse apontado qualquer suspeita de irregularidade nas identificações funcionais e civis apresentadas, o sargento reteve os documentos e determinou que os agentes da PRF e servidores da Receita Federal se encaminhassem ao quartel da Polícia Militar em Iturama. Um dos policiais rodoviários federais chegou a dizer que acompanharia o sargento ao quartel, mas a outra viatura ficaria dando continuidade ao trabalho dos auditores fiscais. Porém, ele não aceitou e determinou a ida de todo o pessoal, sob escolta, das duas viaturas. Lá, ele fechou os portões e não permitiu a entrada nem a saída do local de qualquer dos agentes federais.   Para o MPF, “a conduta do denunciado passou do estrito cumprimento do dever legal (fiscalização rotineira) ao abuso de autoridade, na medida em que interferiu no exercício profissional dos policiais e auditores fiscais, ignorando a autonomia existente entre os respectivos órgãos, agindo de forma imotivada e gratuita”.   O abuso de autoridade acabou também impedindo a realização da própria operação e frustrando seu objetivo, que era o de apreender mercadorias irregularmente introduzidas no país, o que teria resultado em ato lesivo ao patrimônio da União. No quartel, os agentes e os fiscais ficaram retidos duas horas e meia. A situação só teve fim com a chegada ao local de dois superiores do sargento que, percebendo a situação, fizeram cessar as condutas ilegais, dizendo que tudo não passara de "um mal-entendido”.   Na denúncia, o MPF acusa o militar do crime de prevaricação, “ao reter identificações funcionais dos servidores federais e os veículos estatais, ameaçar prendê-los e, ainda, dispensar tratamento absolutamente desrespeitoso aos mesmos”. Isso porque ele teria se utilizado de recursos humanos e logísticos, que estavam sob sua responsabilidade, para satisfazer interesse pessoal.   Improbidade. Além da ação criminal, o militar também irá responder por improbidade administrativa. O MPF pediu que, caso condenado, a Justiça determine que ele seja afastado de suas funções pelo prazo de 90 dias, sem recebimento da correspondente remuneração. Pediu ainda a aplicação das demais sanções previstas em lei, entre elas, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

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