PREVENÇÃO

Mpox atinge apenas homens gays? Entenda o que estudo científico revelou sobre os infectados

Pesquisa realizada em 16 países identificou maior concentração inicial de casos entre homens gays e bissexuais; doença, porém, pode afetar qualquer pessoa

Publicado em 06/11/2026 às 09:45
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O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque estratégico do imunizante no Brasil. Em 2026, o país confirmou 665 casos da doença, número 94% menor em comparação com 2022, quando foram registrados mais de 10 mil diagnósticos.

No Rio de Janeiro, foram confirmados 218 casos neste ano. Para reforçar a prevenção, o Ministério da Saúde também encaminhou mais de 2 mil doses da vacina ao estado.

Apesar da maior concentração inicial de diagnósticos entre homens gays e bissexuais, a mpox não é uma doença exclusiva desse grupo. A infecção pode atingir qualquer pessoa, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero.

O que o estudo descobriu sobre os infectados?

Uma pesquisa publicada em 2022 analisou 528 casos de mpox registrados entre abril e junho daquele ano, em 16 países.

De acordo com o levantamento, 98% dos pacientes avaliados se identificavam como gays, bissexuais ou homens que fazem sexo com outros homens. A idade média dos participantes era de 38 anos, e aproximadamente 95% relataram o contato sexual como principal suspeita de exposição ao vírus.

O estudo também identificou que 73% dos pacientes apresentaram lesões na região anal ou genital, enquanto 41% tiveram irritações na mucosa da boca. Cerca de 41% dos participantes viviam com HIV.

Os resultados ajudaram a identificar o perfil predominante dos primeiros casos registrados durante a disseminação internacional da doença em 2022. Entretanto, os dados não significam que apenas homens gays ou bissexuais estejam sujeitos à infecção.

Quais são os sintomas da mpox?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox. Entre as manifestações mais comuns estão as lesões na pele, que podem aparecer em diferentes partes do corpo, além de sintomas gerais.

Na pesquisa de 2022, os sinais mais frequentes foram:

  • Febre: 62% dos pacientes;
  • Aumento dos linfonodos, conhecido como ínguas: 56%;
  • Letargia: 41%;
  • Dores musculares: 31%;
  • Dor de cabeça: 27%.

O período médio de incubação identificado foi de sete dias, mas os primeiros sintomas poderiam surgir entre três e 20 dias após o contato com o vírus.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão da mpox acontece principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e crostas de uma pessoa infectada. Também pode ocorrer pelo contato próximo e prolongado, inclusive durante relações sexuais, além do compartilhamento de objetos e tecidos contaminados.

Por isso, a prevenção não deve ser direcionada exclusivamente a um grupo. Qualquer pessoa que tenha contato próximo com alguém infectado pode estar exposta ao vírus.

Vacinação e prevenção

O Ministério da Saúde mantém a vacinação como uma das estratégias de prevenção e controle da doença, com imunização direcionada aos grupos elegíveis conforme os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações.

Além da vacina, recomenda-se evitar o contato direto com lesões suspeitas, não compartilhar objetos de uso pessoal e procurar atendimento de saúde diante de sintomas compatíveis com a infecção.

A orientação é não associar a mpox exclusivamente à orientação sexual, já que a transmissão depende do contato com o vírus e pode ocorrer entre pessoas de diferentes perfis.

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