A ideia, estudada pelo governo federal, seria reduzir a maior alíquota cobrada de pessoa física dos atuais 27,5% para 18%. A medida beneficiaria a classe média/alta
Economista avalia como interessante a possibilidade de mudanças em alíquotas no Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF). A ideia, estudada pelo governo federal, seria reduzir a maior alíquota cobrada de pessoa física dos atuais 27,5% para 18%. A medida beneficiaria a classe média/alta e poderia melhorar a movimentação econômica de setores, como o comércio.
Segundo o economista Marco Antônio Nogueira, a medida significa que estes contribuintes irão deixar de mandar recurso para o governo, via Imposto de Renda, e vão passar a utilizar esses recursos na economia. Isso poderá fazer com que as vendas aumentem. “É um agrado à classe média nesse momento de crise política e fará com que a economia gire mais rapidamente. Acho que é uma alternativa interessante, até porque não está sendo feita a correção da tabela há alguns anos”, explica.
Quando questionado se a medida pode gerar problemas ao governo, uma vez que menos contribuintes irão pagar o imposto, o economista explica que, com o gasto deste recurso no mercado, por exemplo, também pode gerar um aumento na arrecadação. “Com certeza, a equipe econômica está analisando com muita cautela todas as questões. Encaro essa ação do governo como desespero político e como esperança de crescimento da economia no segundo semestre”, afirma Marco Antônio.