A permanência de um funcionário numa mesma empresa depende do interesse de ambos em manter a mão de obra
Ministério do Trabalho e Emprego divulgou que a taxa de rotatividade no mercado brasileiro alcançou 63,7% em 2013. A pesquisa é a mais recente da área e esclarece que seis em cada dez funcionários passam por desligamento ou admissão ao longo de um ano. As estáticas são baseadas nos contratos celetistas.
Com as novas mudanças para a concessão do seguro-desemprego, o advogado Ricardo Perdigão acredita que a rotatividade nas empresas deve diminuir: “Para quem está acabando de entrar no mercado é possível permanecer mais tempo numa mesma empresa. Mas a permanência também depende do interesse do empregador em manter a mão de obra”.
Na antiga regra, o empregado precisava trabalhar durante um período de seis meses para ter acesso ao benefício. Nas novas regras, para entrar com o pedido pela primeira vez é necessário ter trabalhado18 meses. Na segunda solicitação, é preciso ter trabalhado por 12 meses e, na terceira, seis meses.
Para Perdigão, essa nova regra pode prejudicar algumas pessoas: “A finalidade é combater o recebimento indevido. Afinal, o número de pessoas que adquiriu o benefício aumentou com o passar dos anos. Porém, as pessoas honestas acabam sendo prejudicadas e tendo que trabalhar mais para poder ter acesso ao direito”, afirma Perdigão.
As novas regras de seguro-desemprego devem entrar em vigor em março; sendo aprovadas pelo Congresso Nacional, será possível economizar R$18 bilhões por ano, de acordo com o Ministério do Planejamento.
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