A Organização Mundial da Saúde estima que os transtornos ansiosos atingem 30% das mulheres e 19% dos homens; outros distúrbios também as atingem com mais frequência
Segundo Denise Miranda, as variações hormonais femininas influenciam na saúde emocional e deixam a mulher mais suscetível a algumas doenças
Como a correria e os afazeres do dia a dia, a extensa jornada de trabalho também faz parte da trajetória feminina, o que gera um desgaste físico e emocional, nem sempre fácil de gerenciar. Dessa maneira, depressão, ansiedade e estresse são mais prevalentes em mulheres do que em homens.
Segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU), para cada homem com depressão no mundo há duas mulheres com a doença. Estima-se que os transtornos ansiosos atingem 30% das mulheres e 19% dos homens. Alguns distúrbios, como síndrome do pânico, fobias e estresse pós-traumático são de duas a três vezes mais frequentes nas mulheres.
De acordo com a doutora em Psicologia Clínica, mestre em Psicologia Social e especialista em Terapia de Casal e Família pela Pontifícia Universidade Católica (PUC- SP), Denise Miranda de Figueiredo, a questão hormonal feminina é grande influenciador que deixa a mulher mais suscetível a essas doenças. “Muitas mulheres são mais sensíveis aos efeitos dos hormônios que também influenciam nas emoções, diretamente. O estrogênio e a progesterona participam desse mecanismo na produção da liberação de diversos neurotransmissores responsáveis pelo humor, comportamento, momentos de maior ansiedade ou maior estresse. Então esta é uma questão que precisa ser levada em consideração”, explica a psicóloga.
Ainda segundo Denise, mulheres na menopausa sofrem muito mais estresse do que as jovens por conta das questões de mudanças hormonais. “Para amenizar essa situação, uma saída seria se cuidar mais, não abrir mão de espaços que sejam só delas, não querendo ser egoístas, mas preservando as questões da sua individualidade”. Para a psicóloga, as mulheres precisam aprender a dividir tarefas e não devem achar que são a “Mulher Maravilha”, e que têm que dar conta de tudo. Denise Miranda afirma ainda que as coisas podem funcionar bem dividindo as obrigações de alguns afazeres com parceiros ou parceiras, tornando, assim, a caminhada mais leve e saudável.