Na última semana, a prefeitura municipal de Tuchín, em Córdoba, na Colômbia, aumentou a punição aos moradores que desrepeitam as regras de isolamento social decretadas para evitar o avanço do novo coronavírus na região. Agora, aqueles que são flagrados vagando pelas ruas sem motivo, infringindo a quarentena obrigatória, podem receber o castigo de serem presos pelos pés em uma estrutura de madeira conhecida como cepo em uma das praças públicas da cidade.
Pessoas que não estão cumprindo as medidas obrigatórias de isolamento estão sendo punidas, segundo o prefeito Alexis Salgado. No primeiro dia da utilização do cepo, pelo menos uma dúzia de pessoas ficaram presas por meia hora. Apesar de não utilizada há alguns anos, a medida é prevista em lei e já fazia parte da tradição do povo indígena Zenú, da qual a população de Tuchín é descendente.
A aplicação desse tipo de sanção permite que os moradores mantenham sua identidade e preservar a estrutura institucional e respeitar os usos e costumes do povo Zenú.
O prefeito afirmou que, em poucas horas da aplicação do castigo, os resultados foram favoráveis e o tráfego de pessoas nas ruas diminuiu. O coordenador da Guarda Indígena Zenú, Misael Suárez, disse que no primeiro dia que o cepo foi usado para punir os que não estavam cumprindo a quarentena, pelo menos uma dúzia de pessoas tiveram os pés presos por meia hora numa espécie de "socialização". A intenção é aumentar o tempo desse castigo.
Com texto da "Epoca"