Economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), André Braz afirmou ontem que os produtos e serviços mais procurados para a comemoração do Dia dos Namorados ficaram abaixo da inflação média nos últimos 12 meses. Mesmo assim, ele alertou os consumidores para os cuidados com o endividamento.
Na média, os presentes e serviços subiram 6,93% entre junho de 2015 e maio de 2016, enquanto a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV ficou em 9,15% no mesmo período.
A orientação de André Braz é que os namorados fiquem atentos com o orçamento, “procurando coisas que, de fato, caibam no bolso. Não é para deixar de comemorar, mas fazer uma seleção melhor do que podem comprar”.
De acordo com levantamento do Ibre, alguns produtos e serviços tiveram alta de preço maior que o índice da inflação. Destaque para teatro (alta de 24,90%), shows musicais (20,50%), bicicleta (13,30%), cinema (9,92%) e bares e lanchonetes (9,44%). Equipamentos de fotografia e de filmagem e calçados femininos apresentaram queda nos preços de 2,10% e 0,18%, respectivamente.
O economista informou que, mesmo que a preferência seja por um item que não subiu tanto, como bens duráveis, a atenção deve ser redobrada, porque esses produtos têm valor elevado. “Mesmo que não tenham avançado de preço em comparação a 2015, eles pedem um preparo do orçamento para o consumo”.
No caso de um aparelho telefônico celular, por exemplo, que subiu 7,01% em 12 meses, Braz disse que é bom o casal verificar se isso de fato cabe no bolso, “porque, às vezes, o tempo de namoro pode ser até mais curto do que o das prestações assumidas para o pagamento do bem”.