A ideia é usar a Lua como base de futuras expedições a outros planetas
Divulgação Nasa
50 anos após o homem pisar na Lua pela primeira vez, a Nasa quer voltar ao satélite para ficar e a missão Ártemis inclui também mulheres
Cinquenta anos depois de o homem pisar pela primeira vez na Lua, a Nasa quer voltar ao satélite – mas desta vez para ficar. O foguete que está sendo construído para levar homens e mulheres para a Lua. A ideia é usar a Lua como base de futuras expedições a outros planetas.
O projeto foi batizado de Ártemis. Na mitologia grega, Ártemis, ou Artemísia, é irmã gêmea de Apolo, que deu seu nome à missão original que levou o homem à Lua, há mais de meio século.
A fase inicial do programa está escalonada em três etapas. Já em 2020, a Ártemis 1 levará uma nave não tripulada, que será enviada para orbitar a Lua durante três semanas e depois voltar à Terra. Dois anos depois, a Ártemis 2 levará tripulação para orbitar e admirar a Lua do espaço, sem pousar. Em 2024, a Ártemis 3 leva uma tripulação para pousar na Lua, incluindo a primeira mulher. Na sequência, as coisas se aceleram, estando planejadas as missões Ártemis 4, em 2025, Ártemis 5, em 2026, Ártemis 6 em 2027 e Ártemis7 em 2028.
As três primeiras missões Ártemis envolverão cinco lançamentos, feitos com foguetes e naves de empresas privadas, que levarão até a órbita da Lua o primeiro módulo da estação lunar Portal (Gateway). Ele servirá como ponto de recepção dos astronautas em preparação para o pouso na Lua.
Presença sustentada. A Ártemis 7 (2028) marcará o que a NASA chama de presença sustentada na Lua. “A NASA e seus parceiros da indústria e internacionais planejam ter uma cadência constante de expedições de astronautas para a Gateway e a superfície lunar, com maior capacidade da Gateway e sistemas de pouso reutilizáveis”. Finalizada a missão, 2030 marcará o passo seguinte: “Astronautas em Marte”. De acordo com a agência, “a NASA está mantendo seus olhos na exploração humana de Marte. Nossa abordagem sustentável de exploração da Lua a Marte é reutilizável e repetível - construiremos uma arquitetura de exploração aberta em órbita lunar com tantas capacidades que possam ser replicadas quanto possível para missões ao Planeta Vermelho.”
*Com informações do site Inovação tecnológica.