A Nasa realizou testes com um novo tipo de propulsor de alta potência que pode representar um avanço importante para futuras missões tripuladas a Marte e explorações robóticas pelo Sistema Solar.
O experimento foi conduzido no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), na Califórnia, onde pesquisadores acionaram um propulsor eletromagnético do tipo magnetoplasmadinâmico (MPD), movido a lítio metálico. O teste atingiu níveis de potência superiores aos já registrados anteriormente em sistemas de propulsão elétrica da agência.
Segundo a equipe responsável, o objetivo é desenvolver uma tecnologia capaz de oferecer maior eficiência no uso de combustível e reduzir significativamente a massa necessária para lançamentos espaciais, fator considerado crucial para missões de longa duração, como uma viagem a Marte.
Durante os testes, o sistema chegou a cerca de 120 quilowatts de potência, valor muito superior ao de propulsores elétricos atualmente em operação em sondas da Nasa. Em uma das simulações, o equipamento foi submetido a temperaturas extremas, com componentes atingindo mais de 2.800 graus Celsius.
A propulsão elétrica testada utiliza um princípio diferente dos foguetes químicos tradicionais, operando com menor consumo de propelente e gerando um empuxo contínuo ao longo do tempo. A tecnologia MPD, em desenvolvimento desde a década de 1960, ainda não havia sido aplicada em missões operacionais.
De acordo com pesquisadores, os próximos passos incluem testes com níveis ainda mais altos de potência, podendo chegar a até 1 megawatt por propulsor. Para uma missão tripulada a Marte, seriam necessários sistemas combinados capazes de alcançar vários megawatts de potência total.
A Nasa avalia que, no futuro, a tecnologia pode ser integrada a fontes de energia nuclear para ampliar o desempenho e viabilizar cargas úteis maiores, reduzindo o tempo e o custo das missões interplanetárias.