GERAL

Nayara chora ao saber de Eloá

A notícia foi dada por uma equipe de psicólogos

Folhapress
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 05:21
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O corpo da adolescente Eloá Cristina Pimentel, morta depois de permanecer cem horas como refém do ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, será enterrado hoje, no cemitério Jardim Santo André, em Santo André (SP). Ontem, durante todo dia, uma multidão passou pelo velório da estudante e PM teve que uma organizar um fila. A mãe dela, Cristina Pimentel, precisou ser amparada por parentes. Amigos de Eloá levaram cartazes e faixas com mensagens.

Ontem à noite, equipes médicas concluíram, com sucesso, algumas das cirurgias com pacientes beneficiados com os órgãos da adolescente. Eloá teve morte cerebral na noite de sábado e família autorizou a doação. Foram retirados coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas, baço e córneas.

A adolescente Nayara Rodrigues da Silva, 15, também baleada por Lindemberg, foi informada na manhã de ontem sobre a morte da amiga. Segundo o secretário da Saúde de Santo André, Homero Nepomuceno Duarte, a menina chorou e disse que sabia que a amiga poderia morrer.

A notícia foi dada a Nayara por uma equipe de psicólogos. A garota, que foi ferida por um tiro no rosto, terá alta amanhã. Hoje, ela passará por um procedimento para retirar um aparelho instalado no céu da boca. De acordo com os médicos, ela não deve ter sequelas.

O promotor Antonio Nobre Folgado, do Tribunal do Júri de Santo André, deverá, em um prazo de 15 dias, oferecer denúncia contra o ajudante de produção Lindemberg.

Folgado, designado pelo Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso, deverá receber o inquérito policial elaborado pela Polícia Civil em dez dias. A partir de então, terá cinco dias para apresentar a denúncia. De acordo com a assessoria do Ministério Público, o promotor não irá se manifestar antes de o inquérito policial estar concluído.

Já o Ministério Público Militar investigará a atuação do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) no desfecho do cárcere privado, o mais longo do Estado. A Polícia Militar, responsável pelo grupo, afirma que decidiu invadir o apartamento na noite de sexta após o rapaz atirar.

De acordo com a promotora militar Eliana Passarelli, foram solicitadas da corporação todas as informações referentes ao caso, no entanto, o fato de a menina Nayara ter voltado ao apartamento será considerado grave. "Isso foi erro primário. Não teria que voltar. Considero isso uma atuação grave. É o fato mais grave e a consequência também foi grave em relação à menina, que se feriu gravemente e também não sabemos ainda das consequências [do ferimento da garota]. Ela não poderia ter voltado. Mesmo como exigência do sequestrador. O negociador poderia ter dito que a menina foi para hospital, estava em estado de choque, tinha saído do país, qualquer coisa", disse a promotora.

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