O volume de vendas do comércio varejista recuou 1,9% de fevereiro para março, com mesma queda da receita nominal, segundo informou ontem o IBGE. Foi o pior resultado mensal desde 2003. Na comparação com março do ano passado, a retração foi de 4%, na 24ª taxa negativa seguida. As vendas caíram 3% no primeiro trimestre e 5,3% em 12 meses, enquanto a receita variou 0,5% e 3,5%, respectivamente.
Quando se considera o chamado varejo ampliado, que inclui veículos e motos/partes e peças e material de construção, o volume de vendas caiu 2% no mês, 2,7% ante março de 2016, 2,5% no trimestre e 7,1% em 12 meses. De oito atividades pesquisadas, quatro tiveram resultado negativo de fevereiro para março e quatro registraram crescimento. Entre as quedas, o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo variou -6,2%; tecidos, vestuário e calçados, -1%; e o segmento de móveis e eletrodomésticos cresceu 6,1%.
Em relação a março de 2016, cinco atividades tiveram variação negativa, com destaque para hipermercados/supermercados (-8,7%), sendo que o segmento de móveis e eletrodomésticos teve resultado positivo (10,5%). Em 12 meses, todas têm queda; setor de veículos e motos cai 12,8%.
Também nessa base de comparação, 17 das 27 unidades da Federação apresentaram retração, com destaque para Goiás (-13,3%), São Paulo (-5,9%), Acre (-2,5%) e Mato Grosso do Sul (-2,4%). Com resultado positivo, destacam-se Santa Catarina (15,2%), Alagoas (5,8%), Tocantins (5,6%) e Paraná (3,5%).