No dia 24 de janeiro, a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde foi diagnosticada com AVC hemorrágico. Mesmo após receber cuidados intensivos, a mulher do ex-presidente Lula não resistiu às complicações e teve a morte cerebral confirmada. O caso serve para alertar a população sobre os sintomas de acidente vascular cerebral, conhecido como derrame. Quanto antes o problema for percebido, maiores as chances de recuperação sem sequelas.
Os principais sinais de AVC são a paralisia súbita de um lado do corpo, perda de sensibilidade, tontura e dificuldade de visão, fala e de compreensão. Se acometido, o paciente deve ser submetido a um teste. “Se a pessoa sorri e o sorriso não está normal; se levanta os braços e um braço tem fraqueza em relação ao outro, e se ela tenta repetir determinada frase e tem dificuldades, isso tudo pode ser sinal de AVC”, esclarece Hideraldo Cabeça, neurologista do Conselho Federal de Medicina.
Além de perceber essas três características, o especialista ressalta que é muito importante saber a que horas os sintomas começaram, para a administração do medicamento adequado. O atendimento médico prestado até quatro horas depois dos primeiros sintomas pode ser mais eficiente e o paciente pode ter menos sequelas. As vítimas de AVC podem ficar com sequelas como paralisia facial e de membros, dificuldades de falar, de andar, de segurar objetos, de compreensão, entre outras.
Apesar da gravidade, Hideraldo Cabeça ressalta que o AVC é um transtorno que em muitos casos pode ser evitado com hábitos de vida saudáveis. “Uma alimentação inadequada, com muito sal e açúcar, aliada ao sedentarismo e à obesidade, são hábitos que propiciam o surgimento do AVC”. O principal fator de risco para a ocorrência do AVC é a hipertensão arterial. Em seguida, vêm a arritmia cardíaca, o diabetes, tabagismo, colesterol alto e a obesidade. Além disso, segundo Hideraldo Cabeça, existem fatores genéticos que aumentam as chances de um AVC. Pessoas negras e asiáticas com mais de 55 anos de idade têm mais chances de passar por um derrame.