GERAL

Neuropsicóloga orienta sobre dificuldades no aprendizado

Dificuldade pode estar relacionada a algum tipo de mau funcionamento do cérebro, mas é necessária uma avaliação neuropsicológica para identificar cada caso

Letícia Morais
Publicado em 16/04/2017 às 17:30Atualizado em 16/12/2022 às 13:56
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Foto/Marcos Ferreira

Sumaya Figueiredo afirma que a capacidade de aprender tem um limite que deve ser respeitado, com intervalos durante os estudos

Por que algumas pessoas têm dificuldade para aprender e outras não? Sumaya Figueiredo, neuropsicóloga, gerontóloga e coordenadora do Instituto do Cérebro em Uberaba, explica que isso pode ser um sinal de que algo não está conforme o esperado no funcionamento do cérebro. Contudo, é preciso considerar diversos fatores, como a idade e a saúde do paciente.

A especialista afirma que casos como os de adultos e idosos que anteriormente não apresentavam dificuldade para aprender podem sofrer influência de aspectos ligados à ansiedade, preocupações e doenças físicas. “No entanto, pode ser também pelo fato de o paciente possuir uma patologia, como, por exemplo, sequelas de AVC, tumores cerebrais, TDAH ou demências, entre outras”, salienta. Ela sugere que a pessoa busque ajuda para conhecer as causas da dificuldade, além de realizar a avaliação neuropsicológica.

A especialista orienta que as falhas na aprendizagem de crianças e adolescentes não devem ser banalizadas, apostando que o tempo conserte o problema. Isso só aumentará o sofrimento da criança e de sua família.

Explicando de uma maneira muito simplificada, pois o processo é muito complexo, Sumaya destaca a importância da memória, além da atenção e de outras funções cognitivas. “Na memória operacional, nós raciocinamos e aprendemos. Estamos imersos em um ambiente externo e as novas informações chegam por meio de estímulos e sentidos. Os estímulos vão para a memória de curto prazo, que começa a se conectar com a memória de longo prazo. Cada vez que repetimos esse processo, a conexão se torna mais forte até que se fixe na memória de longo prazo, tornando-se um conhecimento adquirido, o que chamamos de aprendizagem”, esclarece.

Dica profissional. Para adquirir novos conhecimentos, Sumaya diz que devemos lembrar de que há um limite na nossa capacidade para aprender e memorizar e afirma que é preciso respeitá-lo, fazendo intervalos durante os estudos para favorecer e otimizar o funcionamento cerebral. Nesse sentido, as técnicas individualizadas da neuropsicologia podem ajudar muito no processo.

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