Os indicadores obtidos avaliam a frequência de contaminação por matéria orgânica e fecal, sólidos e nutrientes, formando o IQA
O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) divulgou ontem o Mapa de Qualidade das Águas de Minas Gerais. O estudo é resultado do programa de monitoramento das águas superficiais do Estado, o Projeto Águas de Minas, realizado a partir da coleta trimestral nas oito principais bacias mineiras. Na Bacia do Rio Grande, o nível médio do Índice de Qualidade das Águas (IQA) predominou, com frequência de 52,5%.
Os indicadores obtidos avaliam a frequência de contaminação por matéria orgânica e fecal, sólidos e nutrientes, formando o IQA, e a ocorrência de substâncias tóxicas (Contaminação por Tóxicos - CT).
As melhores condições da bacia que apresentaram IQA Bom se encontram no rio Grande, antes de receber as águas do rio Pardo, após o reservatório de Furnas, e a de depois do reservatório de Itutinga. O nível foi registrado no segundo, terceiro e quarto trimestres de 2008. No rio Grande, antes do reservatório de Furnas e depois do reservatório de Itutinga, verificou-se a ocorrência de IQA Bom nas quatro campanhas de 2008.
A pior condição da bacia se encontra no trecho monitorado no córrego Liso, após passar pelo município de São Sebastião do Paraíso, que apresentou IQA Ruim na primeira, segunda e terceira campanha, e Muito Ruim na quarta campanha. A região é afetada diretamente pelo esgoto sanitário do município de São Sebastião do Paraíso, despejado in natura no corpo de água.