O fenômeno - que se tornou comum - é caracterizado pelo encontro de jovens em locais públicos, principalmente em Shopping Centers
Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), através do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Infância e Juventude (CAO-IJ), emitiu ontem nota técnica orientando sobre as formas de lidar com a ocorrência e as possíveis consequências dos chamados “rolezinhos”. O fenômeno - que se tornou comum - é caracterizado pelo encontro de jovens em locais públicos, principalmente em Shopping Centers.
Entre aqueles que assinam o documento está o promotor de Justiça André Tuma Delbim Ferreira - coordenador das Promotorias de Justiça da Infância, da Juventude e da Educação da Macrorregião do Triângulo Mineiro.
Na nota técnica, o órgão coloca que o movimento deve ser tratado como o exercício do direito de qualquer pessoa, incluindo os adolescentes, de reunir-se, pacificamente, e utilizar-se de espaços públicos para expressar sua opinião. Além disso, a nota esclarece como deve nortear a atuação da Polícia Militar. Conforme o texto, a corporação deve obedecer a parâmetros e limites para o uso da força.
“Somente nas hipóteses excepcionais, em que reste demonstrada a iminência ou a prática de atos de violência em geral, os agentes públicos encarregados da segurança estão legitimados a agir. Caso ocorra alguma violência, a primeira coisa que deve ser evitada é a generalização. Um incidente isolado não pode e nem deve prejudicar todos os participantes”, diz a nota.