
Além do formato maior e dos três países sedes, a Copa do Mundo de 2026 trouxe várias mudanças significativas na arbitragem. Apesar de parecerem pequenas, a maioria das alterações na regra fez diferença em momentos cruciais de partidas do mundial. Entender essas novas práticas no esporte é importante para todo o público que acompanha futebol, desde torcedores comuns até quem usa dados de ritmo, arbitragem e mercados no 1xbet app para interpretar tendências das partidas.
A maioria das alterações introduzidas pela FIFA teve como objetivo aumentar o tempo de bola rolando, principalmente diminuindo a cera e coibindo fingimento de lesões e atrasos em saídas de bola. O panorama abaixo resume o que deu certo e errado nas mudanças trazidas na Copa vencida pela Espanha.
Uma das principais mudanças foi a de que os jogadores que são atendidos dentro de campo após lesão devem ficar pelo menos um minuto fora de campo antes de retornarem à partida. Com isso, em vários momentos em que jogadores caíam no final do jogo, os próprios companheiros de equipe já alertavam os atletas para que decidissem logo sobre a necessidade ou não de um atendimento sério. Assim, times que, por estarem vencendo, normalmente fariam cera e retardariam o atendimento, cobravam pressa para não serem prejudicados tendo que se defender com um jogador a menos. Afinal, mesmo que por apenas um minuto, isso faz toda a diferença em um futebol tão intenso como o atual.
Outra medida para aumentar o tempo de bola rolando foi o dos 5 segundos para bater laterais e tiros de meta, com pena de reversão (no caso dos laterais), e de escanteio para o adversário (no caso dos tiros de meta). Foram poucas as vezes em que a reversão efetivamente ocorreu no mundial, uma prova de que a mudança deu certo. Afinal, o árbitro sinalizava com as mãos a contagem do tempo em casos de demora e isso sempre apressava os jogadores. O resultado foi óbvio: mais tempo de bola rolando.
Outra nova regra relacionada a aceleração do jogo foi a de que os jogadores têm agora 10 segundos para deixar o campo após a substituição ser anunciada. Porém, a norma foi pouco utilizada no mundial, o que também indica que foi certeira em coibir a cera.
Apesar de não ser uma regra oficial, a parada para hidratação no meio de cada um dos tempos foi adotada como padrão na Copa do Mundo. A medida teve uma recepção mais dividida. O corte no ritmo das partidas foi percebido por parte dos torcedores como um momento de quebra na intensidade do jogo, especialmente quando a paralisação acontecia em fases de maior pressão. Além disso, houve debate sobre os motivos da adoção frequente da pausa, já que alguns críticos associaram a medida também à organização da transmissão e aos intervalos comerciais. Ainda assim, a pausa tem importância quando as condições climáticas são adversas, embora tenha chamado atenção por ocorrer também em partidas realizadas em estádios climatizados.
A regra que prevê punição para jogadores que tapam a boca ao falarem com adversários foi uma das novidades mais comentadas da Copa do Mundo. A primeira aplicação ocorreu no lance envolvendo o paraguaio Almirón contra a Turquia, em um momento que chamou atenção porque muitos torcedores ainda estavam se familiarizando com a nova orientação. Ainda não é possível definir com precisão a efetividade da medida durante a competição, mas ela pode ter papel importante no futuro para tornar a comunicação em campo mais transparente e facilitar a atuação da arbitragem.
A partir da Copa do Mundo, os árbitros de vídeo passaram a poder intervir em mais duas situações: corrigir escanteios mal marcados e retirar um segundo cartão amarelo causador de expulsão. Vale lembrar que a atuação do VAR era limitada a quatro situações:
As duas novas regras não alteraram muito a dinâmica do jogo. Ainda assim, elas trouxeram uma adaptação importante, principalmente no caso dos escanteios. A possibilidade de revisar um escanteio marcado de forma incorreta ajudou a corrigir lances específicos, embora ainda exista uma diferença em relação aos casos em que um escanteio claro é interpretado como tiro de meta. A regra foi aplicada várias vezes ao longo da competição e, na maioria das situações, a revisão aconteceu de forma rápida. Por isso, mesmo com pontos que ainda podem ser ajustados, é possível afirmar que a medida funcionou.
Outro ponto observado na atuação do VAR foi a questão do erro de identificação. Inicialmente, o texto da regra parecia abordar apenas casos em que o árbitro confundia o jogador responsável por uma infração passível de punição. Mas dois episódios, o do paraguaio Almirón e o do suíço Embolo, mostraram que a interpretação também pode alcançar lances em que a identificação do jogador punido precisa ser revista. Nesses casos, o VAR considerou que o cartão havia sido aplicado ao atleta errado e, como a simulação também pode ser punida, a decisão foi ajustada nas duas situações. No caso do suíço, a revisão teve impacto direto no andamento da partida contra a Argentina, já que Embolo recebeu o segundo cartão amarelo.