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Número de novos casos de sífilis em Uberaba gera apreensão no CTA

De acordo com SMS, de janeiro até o dia 16 de dezembro de 2016 foram registrados 115 casos de sífilis adquirida e 29 ocorrências em gestantes

Letícia Morais
Publicado em 18/12/2016 às 11:26Atualizado em 16/12/2022 às 16:06
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 O Centro de Testagem e Aconselhamento oferece o exame e o tratamento gratuitamente, e realiza dois exames durante a gravidez

 A sífilis é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) ocasionada pela bactéria Treponema pallidum, cujo sintoma mais comum é uma úlcera indolor na região genital. Em Uberaba, conforme informações repassadas ao Jornal da Manhã pela Secretaria Municipal de Saúde, de janeiro até o dia 16 de dezembro foram registrados 115 casos de sífilis adquirida e 29 ocorrências em gestantes. O número está um pouco abaixo do que foi registrado em 2015, com 189 casos de sífilis adquirida e 35 em gestantes, mas não deixa de preocupar o CTA. 

De acordo com a médica patologista Ariadna Helena Cândido Murta da Fonseca, o número, apesar de ser menor que o do ano passado, ainda é motivo de preocupação. “A sífilis era uma doença que tinha certo controle e de um ano para cá veio aumentando gradativamente, especialmente entre jovens e gestantes”, esclarece. A médica explica que, na gestante, a bactéria atravessa a placenta, causando alterações na formação da criança. “O mais comum é o aborto de repetição. Nesse caso, a mulher engravida e aborta espontaneamente”, afirma. Ela salienta que o CTA recebe as gestantes e realiza dois exames durante a gravidez.

Segundo Ariadna da Fonseca, a sífilis tem três estágios. “O primeiro, geralmente, é o aparecimento de uma lesão, tipo ferida na região genital, tanto no homem quanto na mulher. Mas pode acontecer de já seguir para a segunda fase, quando a doença evolui e vai para a corrente sanguínea”, explica a médica.

A patologista destaca que as lesões podem ser parecidas com as de uma alergia e aparecem na pele, no rosto, nas palmas das mãos e nas pontas dos pés. “A sífilis pode chegar em uma terceira fase e atingir órgãos. Se não tratada, pode levar à morte. Por isso, pedimos que além de se prevenir com o uso da camisinha, quem tem vida sexual ativa deve fazer os exames uma vez por ano, porque se você tiver a doença já recebe o diagnóstico. Tem tratamento e tem cura”, garante.

Ariadna da Fonseca afiança ainda que o Governo oferece todo o tratamento de forma gratuita. “O tratamento, geralmente, é feito em duas semanas. Primeiro com uma injeção, e depois, repete-se o exame para ver se a pessoa se curou”, esclarece a médica.  

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