Companheiro, solidário, simples, bem-humorado, honesto. Os adjetivos traçam o perfil do jornalista e político Paulo Silva, natural de Patrocínio, que acolheu e foi acolhido por Uberaba
Companheiro, solidário, simples, bem-humorado, honesto. Os adjetivos traçam o perfil do jornalista e político Paulo Silva, natural de Patrocínio, mas que acolheu e foi acolhido por Uberaba, cidade da qual tornou-se oficialmente cidadão em 1970. Paulinho, como era carinhosamente chamado na intimidade, iniciou-se no jornalismo em 1963, no extinto Correio Católico, fazendo cobertura de polícia.
Até o início dos anos 1970, quando iniciou-se no colunismo social, também atuou como editor-chefe do jornal em várias ocasiões. Paulo Silva assinou a coluna “Sociedade” ao longo de 30 anos, já no Jornal da Manhã e, além de escrever sobre as festas, dedicava-se a outros temas relevantes também. Mas nada se comparava ao frisson causado pelas homenagens “Broto do Ano” e “Elegante do Ano”, criadas por ele e que mobilizavam o “jet set” uberabense.
Na política, Paulo Silva ingressou em 1977, no governo de Silvério Cartafina, do qual foi chefe de gabinete e secretário de Turismo. Eleito vereador em 1992, exerceu dois mandatos consecutivos [1993-1996 e 1997-2000] e presidiu a Câmara em 1997. “Um excelente político”, como lembra o ex-colega de Legislativo e amigo, Arly Coelho.
Paulo Silva descobriu um câncer no estômago há cerca de um mês e meio, conta seu filho, Thiago Renato Silva. Com indicação para uma cirurgia, seu pai foi internado na quinta-feira, dia 28, no Hospital São Domingos, mas ele não resistiu a uma embolia seguida de parada cardíaca, na sexta-feira, 5 de setembro, quando veio a óbito às 6h30.
O jornalista e político era casado com Genazir Pereira, a Gê. Ele deixa os filhos Cristiane, Paulo Renato, Fabiano e Thiago, e os netos Maria Fernanda, Ana Júlia, Bruna, Paula e Daniel.