GERAL

Ômicron causa adiamento de volta presencial em escolas americanas

Agência Estado
Publicado em 05/01/2022 às 08:33Atualizado em 18/12/2022 às 17:32
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Com a explosão de casos diários de covid-19, escolas americanas recuaram no retorno presencial e o ano letivo deve começar com aulas remotas em vários Estados. Em alguns casos, quem for para escola terá de apresentar comprovante de vacinação ou teste negativo. Pelo menos 450 mil estudantes devem ser afetados pela medida.

Os EUA registraram ontem pela primeira vez desde o início da pandemia mais de 1 milhão de novas infecções em um dia. O número impulsionou um novo recorde mundial de casos, com 2,4 milhões de notificações - foi também a primeira vez que houve o registro de mais de 2 milhões de novos casos. O recorde anterior havia sido registrado em 30 de dezembro de 2021, quando foram contabilizados 1,95 milhão, segundo o Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Apesar da explosão de casos em razão da Ômicron, altamente contagiosa, o número de mortes está em queda. Com o avanço da vacinação, a média de óbitos nos últimos 7 dias caiu abaixo de 6 mil pela primeira vez desde outubro de 2020. O recorde de mortes em 24 horas no mundo segue sendo de 20 de janeiro de 2020: 18 062.

A alta de casos nos EUA, que tem relação com as festas de fim de ano, causa impacto direto na reabertura das escolas. Uma crescente lista de cidades - incluindo Newark, Atlanta, Milwaukee e Cleveland - adotou ontem o ensino remoto. Na segunda-feira, o Estado da Filadélfia anunciou que 81 escolas, de 216, teriam só ensino a distância.

As restrições estão concentradas no Nordeste e no Meio-Oeste, onde deputados democratas e sindicatos de professores adotaram uma abordagem mais cautelosa.

CANSAÇO

Pais reclamam que, após dois anos de pandemia, estão esgotados e querem a retomada das aulas mesmo durante o novo surto, mesmo diante de um ambiente inseguro. "Eu choro muito", disse Juliana Gamble, cujos filhos, de 2 e 7 anos, frequentaram uma escola e uma creche em Boston, no Estado de Massachusetts, por apenas 11 dias nas últimas oito semanas. "Sinto uma perda total de controle da minha vida."

O Estado, porém, decidiu que as escolas desta vez ficarão abertas. O governador, Charlie Baker, que foi pessoalmente cumprimentar quem chegava à escola Saltonstall, em Salem, comemorou o fato de a maioria dos estabelecimentos de ensino do Estado estarem abertos. "Houve todo o tipo de conversa na última semana, que as escolas não abririam em Massachusetts (segunda-feira)", disse. "Mas as escolas abriram."

Em Boston, mais de 54 mil estudantes voltaram ontem à aulas. Autoridades locais divulgaram que cerca de mil funcionários receberam diagnóstico positivo no fim de semana, incluindo 461 professores e 52 motoristas de ônibus escolares. (Com agências internacionais)

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