
O primeiro caso confirmado de hantavírus no surto de um cruzeiro de luxo ocorreu no início de maio (Foto/Reuters)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou pelo menos sete casos de hantavírus andino entre passageiros de um cruzeiro de luxo atingido por um surto da doença. O número total de infectados foi atualizado para nove nesta segunda-feira (11), após a confirmação de um caso em uma passageira francesa que havia sido retirada da embarcação.
Segundo a OMS, o surto envolve também dois casos suspeitos e já resultou em três mortes. Uma das vítimas teria sido o primeiro caso identificado, mas morreu antes de ser testada. O navio envolvido na ocorrência é o MV Hondius, que passou por uma operação de retirada de passageiros após a detecção dos primeiros casos.
O hantavírus é geralmente associado ao contato com secreções de roedores, mas a variante andina — identificada neste surto — é a única conhecida com potencial de transmissão entre humanos por contato próximo e prolongado. Essa cepa é mais comum em regiões da Argentina e do Chile, de onde teria partido a embarcação.
A doença pode evoluir de sintomas iniciais semelhantes aos da gripe para complicações respiratórias graves, incluindo acúmulo de líquido nos pulmões. Não existe tratamento específico, sendo o atendimento baseado em suporte clínico, com possibilidade de uso de ventilação mecânica em casos mais severos.
As autoridades de saúde seguem monitorando o caso enquanto o navio conclui o processo de desembarque dos passageiros e as investigações sobre a origem e a disseminação do surto continuam.