GERAL

Oncologista alerta para novos casos de câncer no país em 2017

Para 2017, estima-se a ocorrência de mais de 600 mil casos da doença no país

David Tschaikowsky
Publicado em 08/04/2017 às 12:16Atualizado em 16/12/2022 às 02:26
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Márcia Rachel reforça que mudanças de hábitos, principalmente mantendo uma alimentação saudável, podem transformar o cenário da doença

Celebrado ontem (8), o Dia Mundial de Combate ao Câncer foi instituído para alertar sobre o crescimento de casos da doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para 2017, estima-se a ocorrência de mais de 600 mil casos da doença no país.

De acordo com as informações do Inca, os tipos mais frequentes em 2017 que acometerão os homens serão próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%) figurarão entre os principais.

Segundo a oncologista do Centro Oncológico do Triângulo (COT), Márcia Rachel, o que tem levado ao crescimento na incidência do câncer é principalmente o aumento da expectativa de vida. “Outros fatores que também podem contribuir são a urbanização, globalização que inclui o estilo de vida, como alimentação à base de produtos industrializados, e poluição. A maioria dos tipos de câncer pode ser evitada, pois está relacionada ao estilo de vida desregrado. A mudança do comportamento dos adultos e a disseminação de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são essenciais para que haja uma transformação de cenário”, explica.

Em relação aos avanços no combate à doença, Márcia ressalta o diagnóstico precoce através do progresso dos exames de imagem com resolução melhor que os existentes anteriormente. “Também podemos reforçar com a biópsia tradicional do tecido e a líquida, que é feita através de um exame de sangue comum. Os avanços no tratamento vêm com o surgimento de drogas novas, com eficácia maior e menor toxicidade do que as de antigamente. Hoje em dia existem casos que conseguimos a cura, só que ela está muito relacionada com o tipo, grau e estágio em que são descobertos. Sendo assim, quanto mais avançado diagnosticamos um câncer, menores são as chances de cura. Então quanto mais cedo for descoberta a doença, maior a chance de curar o paciente”, reforça a oncologista.

A especialista esclarece que o desenvolvimento do câncer depende de dois fatores, o primeiro é aquele em que as células apresentam algum defeito que se tornam imperfeitas por uma predisposição genética do indivíduo. Ela revela que o outro é o fator ambiental como, por exemplo, pessoas que fumam a vida toda e no final da vida desenvolvem o câncer. Márcia Rachel reforça que para mudar essa realidade o ideal é mudar os hábitos de vida, principalmente manter uma alimentação saudável.

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