Máquinas de cartão de crédito e débito eram utilizadas para ocultar faturamento de empresas
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Secretaria de Fazenda de Minas Gerais, com o auxílio da Polícia Militar (PMMG) deflagram na manhã desta sexta-feira, 27 de janeiro, uma operação conjunta, denominada “Não tem preço”, que desarticulou um esquema de aluguel de máquinas de cartão de crédito e débito utilizadas para ocultar faturamento de empresas e lavagem de dinheiro, em Uberlândia. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, dois de condução coercitiva e seis de prisão preventiva (cinco foram cumpridos).
As investigações demonstraram que empresas eram utilizadas para alugar máquinas POS¹. Com isso, foi desbaratado um esquema de ocultação de faturamento por empresas uberlandenses.
A fraude consiste em alugar máquinas de cartão de crédito ou débito em nome de terceiros para que as vendas não saiam em nome da empresa que comercializa as mercadorias e serviços, possibilitando, assim, a sonegação de impostos com a ocultação de faturamento e lavagem de dinheiro de origem diversas.
Além disso, as provas demonstram um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de “factoring”, serviços de engenharia, representação comercial, comércio de madeiras e uma “holding” de instituições não financeiras.
A operação contou com a participação de quatro Promotores de Justiça, 11 auditores fiscais da Receita Estadual e 50 policiais militares.