Arquivo/JM
Os acidentes com motocicletas registrados no ano passado foram os que mais geraram indenizações pagas pelo DPVAT
Em 2015, foram pagas indenizações para 652.349 pessoas, no valor total de R$ 3,381 bilhões, pela Seguradora Líder-DPVAT por acidentes de trânsito no Brasil. O número, referente a reembolso de despesas hospitalares, invalidez permanente e morte, é 15% inferior a 2014. A maior queda registrada no período foi na cobertura de morte (19%), seguida de reembolso de despesas hospitalares (18%) e invalidez permanente (13%).
Minas Gerais aparece em 2º lugar entre os estados brasileiros por número de mortes por acidente de trânsito. Em 2015, foram pagas 4.948 indenizações, correspondendo a 11,64% do total no país, contra 5.722 pagas em 2014, o que demonstra uma redução de 13,53% nas indenizações. No caso dos acidentes que resultaram em invalidez permanente, Minas Gerais aparece em 1º lugar no país, com o pagamento de 65.253 indenizações, o que corresponde a 12,65% de todas as compensações, contra 72.659 benefícios pagos em 2014, resultando em uma queda de 10,19%.
Por outro lado, o estado aparece em 2º lugar no ranking de reembolsos por despesas médicas e hospitalares, tendo destinado 12.958 pagamentos a envolvidos em acidentes de trânsito, o que representa 13,77% do total no país, contra 12.175 compensações em 2014, resultando em um crescimento de 6,43% no número de reembolsos pagos a mineiros.
De acordo com os dados da seguradora, as indenizações pagas por acidentes de motocicletas no país ultrapassaram 497 mil, representando 76% do montante pago. Dos acidentes por motocicleta, 83% geraram algum tipo de invalidez permanente, 4% acabaram em morte e 13% resultaram em reembolso hospitalar. No caso dos automóveis, foram 124.267 indenizações pagas (19%). Caminhões e pick-ups geraram 17.973 (3%) e ônibus, micro-ônibus e vans 13,1 mil (2%). O balanço revelou ainda que, do total das indenizações pagas, 64% foram destinadas aos motoristas, 18% para passageiros e 18% para pedestres. O levantamento indicou também que 74% das vítimas indenizadas são homens e 24% mulheres.
Para receber o seguro basta ir até uma agência dos Correios, reunir a documentação necessária de acordo com a cobertura, preencher o pedido de indenização e entregar os papéis. O seguro oferece cobertura por morte e invalidez de até R$ 13.500 e reembolso por despesas médicas e hospitalares de R$ 2.700. (TM)