GERAL

Para MP negligência dos pais causou morte de criança em piquenique

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia ao juízo da 3ª Vara Criminal de Uberaba contra H.C.D. e V.A.A.

Thassiana Macedo
Publicado em 14/01/2017 às 21:07Atualizado em 16/12/2022 às 15:43
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia ao juízo da 3ª Vara Criminal de Uberaba contra H.C.D. e V.A.A.. Caso a Justiça aceite a denúncia, os pais podem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pelo afogamento de Maria Bruna de Almeida Demétrio, de cinco anos. A tragédia ocorreu durante piquenique em família no córrego Santa Gertrudes, em 15 de setembro de 2013.

Consta na denúncia do promotor Laércio Conceição Lima, que no dia dos fatos, os indiciados e pais da vítima se deslocaram com a criança e outros três filhos do casal para propriedade conhecida como Fazenda Terras de Kubera, às margens da BR-262, local onde passa o córrego de Santa Gertrudes e propicia a formação de “prainhas”, para, juntos de outros conhecidos, passarem uma tarde de lazer.

Segundo o promotor, o grupo chegou ao local por volta de 13h. Na companhia de outros adultos, o casal passou a tarde consumindo bebidas alcoólicas, enquanto as crianças presentes, inclusive a vítima Maria Bruna, com apenas cinco anos de idade, tomavam banho e brincavam no córrego. Por volta de 16h, começaram a se preparar para irem embora. Retiraram as crianças do rio, tiraram os coletes salva-vidas e secaram-nas, deixando-as brincando próximo ao veículo, enquanto terminavam de se arrumar.

Porém, as crianças permaneceram no local sem qualquer acompanhamento ou supervisão de um adulto. Em dado momento, Maria Bruna se aproximou das margens do córrego, caiu na água e se afogou antes que notassem o seu desaparecimento. Na hora de voltar para casa, os pais notaram o sumiço da menina e acreditaram que ela havia se perdido na mata próxima. Bombeiros foram chamados e iniciaram as buscas com cão farejador, mas não a encontraram.

Imaginando que a vítima pudesse ter se perdido em outro lugar, os bombeiros questionaram as outras crianças quando teria sido a última vez que viram Maria Bruna. Elas informaram que estavam brincando em uma lâmina d’água e perceberam que Maria Bruna se debatia no meio da água, porém ela não pediu socorro, o que os levaram a pensar que ela estivesse apenas brincando. A partir de então, as buscas passaram a ser feitas no córrego e, por volta de 19h, o corpo da criança foi encontrado.

Como os adultos tinham ingerido bebida alcóolica, o promotor Laércio Conceição concluiu que a criança se afogou por descuido dos pais.

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