Nova assembleia marcada para hoje (17), na capital mineira, definirá os rumos da greve dos servidores de primeira instância em Minas
Nova assembleia marcada para esta quarta-feira (17), na capital mineira, definirá os rumos da greve dos servidores de primeira instância em Minas Gerais. A paralisação tem a adesão 60% dos servidores do Estado. Em Uberaba, 70% aderiram ao movimento que teve início no dia 22 de março. A situação já preocupa a diretora do foro, juíza Régia Ferreira de Lima, e o presidente da seccional da OAB, Vicente Flávio. Ambos avaliam que o movimento está prejudicando a prestação dos serviços na comarca uberabense. Uma das principais reivindicações da categoria diz respeito ao reajuste do pagamento salarial escalonado, proposto pelo próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O presidente, desembargador Joaquim Herculano Rodrigues, anunciou que seria inviável a implementação do reajuste salarial escalonado para este ano, conforme acordado, pois extrapolaria, a partir de 2014, o limite de despesa com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, o TJ alega não possuir recursos suficientes, consignados em seu orçamento, para arcar com o gasto. Os servidores reivindicam, ainda, o reajuste imediato do auxílio-alimentação para R$ 710,00; o pagamento imediato dos efeitos remuneratórios das promoções verticais de 2007, 2008, 2009 e 2010, que, segundo a categoria, estão em atraso; a nomeação de candidatos aprovados em concurso público e a proibição de desempenho de atividades por terceirizados ou por servidores cedidos pelas prefeituras. Os servidores também demonstram insatisfação com as condições de trabalho no que tange à reestruturação do plano de carreira, problemas de infraestrutura nos fóruns das comarcas do Estado e falta de pessoal, tendo de lidar com excesso de processos.