Oficinas de costura, arteterapia e yoga também auxiliam no caminho da socialização
Um projeto de ressocialização está sendo desenvolvido entre a Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira e o Horto Municipal da cidade. A inciativa visa contribuir com a ressocialização dos detentos. O Horto solicitou ao sistema prisional a liberação de oito detentos para os trabalhos no local, sendo seis homens e duas mulheres.
O Conselho da Comunidade da Execução Penal auxilia intermediando e impulsionando o projeto. Segundo a advogada criminalista e presidente do conselho Roberta Toledo Campos, os participantes estão sendo selecionados. O projeto aguarda o aval da Secretária do Meio Ambiente, responsável pelo Horto.
A proposta já foi desenvolvida antes e teve bons resultados. “A penitenciária já teve essa parceria com o horto, inclusive temos um relato bacana de um detento que é um exímio jardineiro e que foi contratado pela a Ubyfol, o que colaborou para ressocialização”, relata a advogada.
Além disso, o Horto também deve ajudar a melhorar o paisagismo do entorno da penitenciária, utilizando a mão de obra dos detentos. A presidente do conselho também explica que outras pautas estão sendo estudadas. Entre elas uma possível parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de MG (Emater) e com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). “Estamos correndo atrás dessa parceria para podermos fazer a horta lá no presídio. Já agendamos uma visita às empresas para ver se eles colaboram com o projeto”, explica Roberta Toledo. A advogada ainda pontua que é mais uma forma de ocupar a mão de obra e de caminhar para a ressocialização.
Outros projetos
O Conselho da Comunidade da Execução Penal, em conjunto com outras instituições, promove outras atividades. Existem algumas oficinas em grupo, como a de costura, fuxico, tricô e bordado, que funciona em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
“As detentas estão fazendo um monte de peças para a Associação, porque a Apae tem o material, mas não tem a mão de obra, nós temos a mão de obra, mas não temos o material”, elucida Roberta Toledo. A presidente do conselho ainda explica que essas peças produzidas serão vendidas no bazar de fim de ano e que o dinheiro arrecadado será revertido para Apae.
Além desta oficina, há também a de Arteterapia e Yoga, todas desenvolvidas no pavilhão feminino. As iniciativas começaram em 2019. A yoga é a mais recente e vem sendo oferecida desde agosto, a Arteterapia funciona há cerca de três meses e a costura começou em março.
O Conselho da Comunidade da Execução Penal surgiu em outubro do ano passado por meio da juíza da Vara da Execução Criminal. Roberta Toledo Campos foi indicada pela Ordem Brasileira do Advogados (OAB) e depois foi eleita presidente pelos outros conselheiros.