O prefeito pondera que o cancelamento da licitação pode ter ocorrido porque o novo governador não aprovou a proposta de venda de ações da Gasmig
Jairo Chagas
Paulo Piau se diz apreensivo com o cancelamento, mas acredita que o governador está dando atenção ao projeto
Piau argumenta que o processo licitatório caminhou de forma lenta no ano passado e salienta que a nova administração mineira está tomando providências para agilizar a consolidação do projeto. O prefeito também garante que o governador Fernando Pimentel (PT) está dando atenção à demanda e descarta problemas para o cumprimento do cronograma para inauguração da fábrica de amônia.
Segundo o chefe do Executivo, o licenciamento ambiental da obra será feito no âmbito estadual, permitindo tempo menor para conclusão do processo. Além disso, ele salienta que a licitação da obra poderá ser feita em lotes, para viabilizar frentes de trabalho simultâneas e a entrega do gasoduto em prazo mais rápido. “Temos certeza que a solução virá, para que o gás chegue com a planta de amônia em 2016”, declara.
Piau ainda pondera que o cancelamento da licitação no fim da gestão anterior pode ter ocorrido porque o novo governador manifestou que não seguiria adiante com a proposta de venda de ações da Gasmig. “Num estado que não tem planejamento de longo prazo, os projetos são de governo. Como o Pimentel não acenou com abertura do capital da Gasmig, a coisa voltou toda à estaca zero”, analisa.
O governo anterior defendia a entrada da companhia espanhola Gas Natural Fenosa na composição societária da Gasmig, para garantir os recursos necessários à construção do duto de 457 quilômetros. No entanto, a proposta já foi descartada pelo petista, que sinalizou com uma concessão e a busca de financiamento do BNDES para executar a obra. Seja qual for a alternativa escolhida, o projeto técnico é o primeiro passo para viabilizar a construção do gasoduto.