Divisão tem equipe responsável por providenciar a recepção de famílias de detentos nas cidades em que há presídios federais
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Quatro líderes da facção PCC foram transferidos recentemente para a Penitenciária Federal de Brasília
É como um setor imobiliário. No Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital) tem uma divisão responsável por providenciar locais nas cinco cidades do país com presídios federais para que familiares de integrantes da facção sejam bem recebidos.
Entre os 30 alvos de mandados de prisão expedidos pela Operação Cravada, da PF (Polícia Federal), na última terça-feira (6), estão duas pessoas apontadas pela investigação como líderes do segmento "resumo das trancas federais." Um deles, inclusive, em Uberaba.
De acordo com a PF, além de definir as locações das "casas de apoio", este grupo ainda apoia integrantes presos com dinheiro, ajuda com advogado e transporte de familiares para visita.
Os apontados como responsáveis pela administração de imóveis da organização são Juliana Baia de Oliveira, conhecida como Nicole, e Sebastião Gilberto Araújo Neto, conhecido como Cristian ou Israel. Segundo a PF, Juliana era a responsável, respondendo diretamente à cúpula do PCC, enquanto Araújo Neto era seu braço direito.
Neto também é acusado de liderar a "função disciplinar" de membros da facção em liberdade no estado de Minas Gerais, observando e, se necessário, punindo desvios de conduta.
O Brasil tem cinco presídios federais, que abrigam criminosos considerados como de alta periculosidade. Estão em Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Brasília.
Dados do Ministério da Justiça, obtidos pelo UOL via LAI (Lei de Acesso à Informação), apontam que a média mensal de gastos com estes presídios gira em torno de R$ 23 milhões.
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