GERAL

Pediatra alerta para os riscos do uso indiscriminado de antibióticos

Sônia Regina da Silva alerta que quanto menor a criança, maior a gravidade a que ela está submetida nas infecções respiratórias

Thassiana Macedo
Publicado em 31/07/2016 às 10:06Atualizado em 16/12/2022 às 18:00
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Foto Jairo Chagas

A pediatra Sônia Regina da Silva alerta que quanto menor a criança, maior a gravidade a que ela está submetida nas infecções respiratórias

Se o tempo seco incomoda os adultos, imagine as crianças. A saúde dos pequenos exige maior atenção porque têm o sistema respiratório mais vulnerável e a sobrecarga nos pulmões em desenvolvimento pode levar ao aparecimento de problemas respiratórios mais facilmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal seria 60% de umidade do ar, mas Uberaba vem apresentando índice de 30%, o que é considerado estado de atenção.

Segundo a pediatra Sônia Regina da Silva, este é um período que intensifica os atendimentos a crianças, principalmente por infecções respiratórias. “Além de termos um crescimento dessas doenças durante o inverno, é próprio desta época do ano o clima mais seco, com mudanças bruscas de temperatura que, somados à poluição do ar, favorecem a proliferação de vírus e bactérias, e consequentemente o aumento das infecções respiratórias. A criança é mais acometida do que o adulto por ter a resistência imunológica menor e por isso pode ter mais complicações”, esclarece.

A médica ressalta que essas doenças em sua maioria são virais, ou seja, provocadas por vírus, por isso ela alerta para os riscos do uso abusivo de antibióticos, principalmente na infância. “No futuro, quando realmente precisar ser medicado o paciente já terá adquirido uma resistência por uso indiscriminado de antibióticos por conta da automedicação”, frisa.

Sônia Regina explica que os pais devem ficar atentos a alguns sinais de alerta para quando há o agravamento dos casos de infecções e a possibilidade de a criança precisar de tratamento. “Quanto menor a criança, maior a gravidade a que ela está submetida nestas infecções. Normalmente conseguimos controlar estes quadros com alguns medicamentos só para os sintomas. Além do uso abusivo de antibióticos, há uma ida exagerada a prontos-socorros e é nesse ambiente que a criança pode realmente adoecer. Ao estar em um ambiente muito contaminado, com outras crianças realmente doentes, de um simples resfriado ela pode adquirir uma pneumonia, por exemplo”, alerta a especialista.

A criança que tem sintomas básicos de gripe ou resfriado, como coriza, tosse seca leve, mal-estar e uma febrícula pode receber medicação para controle desses sintomas. O alerta, segundo a pediatra, fica apenas para prostração, febre alta e falta de ar, situação facilmente percebida pela respiração rápida e movimentos fortes da barriguinha, os quais exigem a necessidade de procurar um atendimento médico urgente.

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