Tribunal do Júri se reúne hoje para o julgamento do pedreiro Clarindo Benedito Andrade, acusado do assassinato do próprio irmão, o também pedreiro João Francisco Andrade. O crime ocorreu em uma residência no bairro Recreio dos Bandeirantes, em maio de 2005.
Conforme o relato de testemunhas, o réu estaria dando palpites no jogo do irmão, quando ocorreu um desentendimento entre os dois. Em determinado momento, Clarindo sacou a faca que levava na cintura e começou a fazer ameaças. João, então, armou-se com um pedaço de madeira e o atingiu no peito. As testemunhas tentaram interferir, para impedir que algo mais grave ocorresse, mas não conseguiram.
O golpe de faca atingiu o lado esquerdo do tórax da vítima, perfurando pulmão e coração. Mesmo ferido, o pedreiro ainda conseguiu acertar uma paulada na cabeça de Clarindo, que fugiu logo depois. O pedreiro chegou a ser socorrido, mas chegou sem vida ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Clarindo se escondeu debaixo da cama da residência de um comparsa, que também acabou preso por ajudá-lo na fuga.
O réu será defendido pelo advogado Leuces Teixeira de Araújo. A acusação está nas mãos da promotora de Justiça Silvana da Silva Azevedo. O júri popular, presidido pela juíza Juliana Miranda Pagano, da 3ª Vara Criminal, tem início às 9h no Fórum Melo Viana.