Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após pesquisa realizada nas seis maiores capitais, a taxa chegou a 6,8%, superando a marca histórica de 4,8% em 2009
Desemprego fecha 2015 com o maior índice desde 2009. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após pesquisa realizada nas seis maiores capitais, a taxa chegou a 6,8%, superando a marca histórica de 4,8% em 2009, após forte recessão no país, até então a mais baixa desde que os dados começaram a ser medidos, em 2002.
O aumento de dois pontos percentuais registrado interrompeu a trajetória de queda, que vinha ocorrendo desde 2010. O resultado dos dados, que foram colhidos pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), representa a cautela de empresários quanto aos investimentos devido à crise econômica no país. As demissões em áreas relevantes para a economia, como indústria, comércio e serviço impactaram diretamente o resultado negativo da pesquisa.
Renda do trabalhador. Os resultados negativos refletem na renda do trabalhador, que viu o rendimento médio cair após dez anos de ganhos sucessivos. A última queda registrada foi em 2004, sendo a capital mineira quem mais sofreu, registrando -4,6%, contra -3,7% em nível nacional. Ainda, é o setor industrial quem mais impacta a queda, devido às sucessivas demissões em massa. Por fim, ressalva-se que 2015 fechou com média de 1,7 milhão de trabalhadores desocupados, ou seja, 42,5% a mais do que o ano anterior, quando 1,2 milhão de pessoas estavam desempregadas.