Foto/Edmundo Gomide/UFTM
Os estudos sobre a Gameterapia já publicados mostram uma melhora de aspectos motores e do equilíbrio
A combinação de estímulo cognitivo e motor, proporcionada pelos jogos de realidade virtual, é a ferramenta de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O estudo avalia a influência deste tipo de mecanismo na recuperação de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). A pesquisa é desenvolvida pelo terapeuta ocupacional Alberto Luiz Aramaki, por meio do Programa de Pós-graduação em Atenção à Saúde.
Os estudos já publicados têm mostrado uma melhora de aspectos motores e do equilíbrio. Mas poucas pesquisas focam seus objetivos no desempenho de atividades do cotidiano e na participação social.
Segundo Aramaki, a ideia do projeto surgiu da vivência profissional, ao atuar em instituições de saúde onde foram utilizados jogos de videogame no tratamento de pacientes, e de uma especialização em Gameterapia, técnica que consiste na utilização de jogos de realidade virtual na reabilitação de pacientes. “Essa experiência motivou a testar a técnica em adultos que sofreram Acidente Vascular Cerebral”, acrescenta.
O objetivo da pesquisa é avaliar a influência da Gameterapia no desempenho de atividades que envolvem questões como a mobilidade, realização de atividades da vida diária e cognição aplicada no dia a dia; e a interação do paciente em atividades de lazer, trabalho, estudo e com outras pessoas.
A pesquisa é realizada no Centro de Reabilitação do Hospital de Clínicas. Cada paciente voluntário passa por testes e por três sessões semanais de 50 minutos de Gameterapia até completar um ciclo de 36 sessões. Depois é realizada a comparação com os dados iniciais do paciente. “Nós reavaliamos o paciente com a mesma bateria de testes. Os resultados da avaliação inicial e da reavaliação, após a Gameterapia, são tabulados e lançados em um programa estatístico e analisamos a eficácia”, explica Alberto.
Até o momento, foram feitas avaliações com cinco participantes. Neste mês, será iniciado um novo ciclo com novos participantes. “Estamos verificando melhora em diversos fatores. Houve diminuição das restrições sociais, os pacientes estão conseguindo realizar as atividades diárias com mais independência, visto que um participante até retornou aos estudos”, ressalta.