Carro a gás natural (Foto/Reprodução)
A Petrobras informou hoje que reduzirá em 7,1% o preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás canalizado. A nova tarifa entrará em vigor em 1º de agosto, mas o repasse ao consumidor final dependerá das regulamentações estaduais.
Essa redução se aplica ao gás encanado utilizado em residências e em veículos (GNV), não incluindo o gás de botijão (GLP). Com essa medida mais recente, o preço do gás natural vendido pela estatal acumula uma redução de cerca de 25% neste ano.
O reajuste refere-se aos meses de maio, junho e julho e leva em consideração a variação da molécula do gás e os custos de transporte por dutos. Os contratos entre a Petrobras e as distribuidoras de gás natural são atualizados trimestralmente, seguindo as oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Durante esses três meses de referência dos contratos, o preço do petróleo teve uma queda de 3,8% e a taxa de câmbio aumentou 4,8%.
Em comunicado, a Petrobras ressaltou que o preço final do gás natural para o consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da empresa, mas também pelos portfólios de suprimento de cada distribuidora, bem como suas margens de lucro e os impostos federais e estaduais.
"Ainda assim, as tarifas cobradas dos consumidores são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, de acordo com a legislação e a regulamentação específicas", destacou a empresa.
Em abril, a estatal já havia anunciado uma redução de 8,1% no preço do gás natural para o período de maio a julho. Na semana passada, a Petrobras assinou um contrato no valor de R$ 56 bilhões com a Comgás para fornecer gás natural por 11 anos a partir do próximo ano.
No início deste mês, a Petrobras também reduziu o preço da gasolina nas refinarias, com uma queda de R$ 2,66 para R$ 2,52 por litro. No acumulado do ano, o preço da gasolina nas refinarias teve uma redução de 18,2%, enquanto o do diesel registrou uma queda de 32,7% desde janeiro.
A redução dos preços dos combustíveis, incluindo o gás natural, foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Petrobras tem sido pressionada pelo Ministério de Minas e Energia não apenas para alinhar os preços conforme o mercado nacional, como prometido por Lula, mas também para aumentar a oferta ao mercado, o que tem gerado tensões entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.