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Apenas dois dias após a demissão coletiva, Petrobras anuncia sua nova diretoria. Para o lugar de Graça Foster, foi anunciado o nome de Aldemir Bendine, que é o atual presidente do Banco do Brasil (escolhido pelo então presidente Lula para o cargo em 2009 no lugar de Antonio Francisco de Lima Neto) e, inicialmente, seria transferido para o BNDES.
O nome de Bendine não figurava na lista dos possíveis nomes para a presidência da estatal e foi uma espécie de “nome secreto” da Presidente, como afirma a colunista Cristiana Lôbo. Assumindo, Bendine terá liberdade para montar a nova diretoria.
Ressalta-se que quando Bendine assumiu o BB, as ações despencaram mais de 8% num dia de alta da Bovespa. Isso porque os investidores viram a troca como interferência do governo.
O nome para a presidência da estatal também não agradou o mercad as ações desabaram mais de 7% após a indicação de Bendine. O mau desempenho da estatal faz cair também a Bovespa, que recuou 1,57%.
Em substituição a Almir Guilherme Barbassa foi anunciado Ivan de Souza Monteiro como o novo diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores. Ivan também renunciou ao seu cargo de vice-presidente de Gestão Financeira do Banco do Brasil nesta sexta.
A Petrobras ainda divulgou os outros substitutos interinos: Solange da Silva Guedes (Exploração e Produção), Jorge Celestino Ramos (abastecimento), Hugo Repsold Júnior(Gás e Energia) e Roberto Moro (Engenharia).
Na lista de problemas a serem enfrentados pelo novo time à frente da Petrobras está a publicação do balanço auditado com as perdas em decorrência da corrupção, sob o risco de perder o grau de investimento para sua nota de crédito.
Entenda o cas
Conselho de Administração da Petrobras se reuniu em São Paulo a partir das 9h para eleger a nova mesa diretora da estatal, após a demissão de Graça Foster e mais cinco.
Por ser o sócio majoritário da petroleira, é o governo federal quem tradicionalmente escolhe o nome de seu presidente. Tendo em vista o curto espaço de tempo para a definição e também as dificuldades enfrentadas pela Petrobras por causa dos escândalos, a Presidente Dilma Rousseff busca colocar à frente da petroleira um nome para resgatar a credibilidade pública.
Dentre os cotados estão os uberabenses Murilo Ferreira, presidente da Vale, e Eduarda La Rocque (ex-secretária da Fazenda do Rio de Janeiro), além de outros nomes fortes como o de Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central, em quem o ex-Presidente Lula estaria depositando suas apostas), além de Luciano Coutinho (presidente do BNDES e integrante do conselho da Petrobras), Rodolfo Landim (ex-diretor da Petrobras e ex-presidente da OGX) e Roger Agnelli (ex-presidente da Vale).