Delegados e agentes da Polícia Federal podem entrar em greve a qualquer momento
Delegados e agentes da Polícia Federal podem entrar em greve a qualquer momento. A Delegacia de Uberaba, inclusive, também deve paralisar seus trabalhos após mais uma resposta negativa do governo federal em relação às reivindicações de aumento salarial e melhora nas condições de trabalho da categoria.
De acordo com Alexandre Taveira, delegado sindical em Uberaba, três paralisações já foram realizadas em 2010. Agora, segundo ele, estão sendo realizadas as assembleias regionais, a mineira inclusive está em andamento, para que seja tomada a decisão se a PF paralisa ou não seus serviços. “Continuamos em estado de alerta e mobilização. Após essas assembleias, vamos ver que atitudes serão tomadas”, disse Taveira em entrevista ao Jornal da Manhã.
O federal afirmou também que a medida adotada pelos policiais deve ser colocada em prática até o fim de junho, uma vez que se trata de um ano eleitoral e em breve ações como aumento de salário já não poderão ser tomadas. “No entanto, agora é momento de agirmos com a cabeça. O problema é que o governo não quer nem conversar, está irredutível”, afirmou.
De acordo com matéria veiculada na Agência Brasil, entidades como a Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), a reivindicação é de aumento salarial de 18,73% para delegados e peritos e de 38,42% para as demais categorias. “Mas nossa luta é também por melhores condições de trabalho.
Sentimos que a PF é o órgão mais desprestigiado pelo governo”, lembrou Taveira, se referindo ao corte de 30% da verba destinada à PF no início do ano. “No mês passado repassaram R$ 58 milhões para que nossas atividades não fossem paralisadas. Estávamos com veículos oficiais sem combustíveis, contas de água e luz atrasadas e outras dificuldades. Nos últimos cinco anos, de todos os órgãos do executivo, a PF foi a que teve menos benefícios. Ou seja, na hora de usar a PF em campanhas políticas, eles usam, dizendo que estão investindo em segurança, mas na hora de negociar melhorias, não querem nem conversar”, completou o delegado.