O segundo inquérito que apura o atentado ao então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro levanta hipótese de ligação dos advogados de Adélio Bispo de Oliveira ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais facções criminosas do país, que surgiu em São Paulo, mas que estende seus braços por mais estados, tendo, inclusive, célula em Uberaba.
No primeiro inquérito enviado à Justiça Federal, o delegado Rodrigo Morais Fernandes descartou “a participação direta de terceiros em coautoria com Adélio Bispo no dia e no momento da prática do atentado, seja emprestando apoio moral ou material”.
Em matéria publicada pela revista Época, um ponto específico tem chamado a atenção da Polícia Federal: quem está por trás do quinteto de advogados – liderado por Zanone Manuel de Oliveira – que defende Adélio Bispo?
Os agentes procuram provas de que a defesa do agressor possa ter sido paga por integrantes mineiros da facção criminosa. Há alguns indícios para iss mesmo desempregado, Adélio conseguiu se hospedar em uma pensão em Juiz de Fora e horas após o crime teve quatro advogados a seu dispor, inclusive Zanone Manuel de Oliveira, um dos criminalistas mais caros do país. A PF apreendeu o celular de Zanone para buscar informações e aguarda o resultado da perícia.
Em outubro do ano passado, Gustavo Bebianno, ainda na condição de presidente do PSL, havia dito que teve acesso ao relatório sobre o atentado a Bolsonaro e esse relatório mostrava ligação do crime com a facção criminosa. Bebianno ainda disse que “curiosamente um homem foi morto na pensão onde morava o Adélio”, acrescentando que “há fortes indícios de lavagem de dinheiro em torno de Adélio”.
O homem encontrado morto na pensão onde o agressor estava hospedado era usuário de drogas e havia deixado o hospital após ser internado por conta de uma pneumonia, segundo informaram seus familiares. Além disso, os policiais que encontraram o corpo relataram no boletim de ocorrência não terem identificado sinais de violência.
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