A Polícia Federal quer, para uso em trabalho de investigação, verdadeira frota de veículos apreendida como sendo de propriedade do comerciante Edmar Batista da Costa.
A Polícia Federal quer, para uso em trabalho de investigação, verdadeira frota de veículos apreendida como sendo de propriedade do comerciante Edmar Batista da Costa, preso em maio deste ano quando de flagrante de 104 quilos de pasta de cocaína. No pedido encaminhado à Justiça pelos delegados Marcus Vinicius Sellman e Márcio Valério, ambos da delegacia da PF em Uberaba, está a promessa de utilizar os sete veículos no trabalho de repressão ao tráfico de entorpecentes.
Conforme os delegados, a frota inclui três camionetes Hilux, todas pretas e seminovas. Foram apreendidos ainda dois Palios e duas motocicletas Honda Titan. Todos os veículos estão no pátio da Polícia Federal, no Parque do Mirante, estando em local sem qualquer cobertura.
Além da prometida destinação, os delegados buscam sensibilizar a Justiça para o pedido de autorização para uso dos mesmos, alegando que a não-utilização dos veículos fará com que estes permaneçam em depósito policial, expostos às intempéries, ficando sem a devida manutenção, transformando-se em espólio inutilizável. No mesmo pedido, a ser submetido ao juiz Ricardo Motta, consta informação da PF dando conta que a Hilux 2005 seria produto de furto.
Também ontem chegou à 1ª Vara Criminal de Uberaba pedido de restituição dos veículos apreendidos, conforme petição do advogado Júlio Cesar Ferreira da Fonseca, na condição de procurador de Edmar e também de outros parentes do réu, no caso Alessandra Batista da Costa e Érika Batista da Costa.
Quanto a Edmar, ele continua na Penitenciária de Uberaba, bem como as outras quatro pessoas presas quando do flagrante numa borracharia do bairro Mangueiras, onde a droga estava sendo retirada de dentro de pneus de um caminhão que teria trazido a pasta de cocaína do Mato Grosso.
No início da noite de ontem, a reportagem tentou ouvir o advogado Júlio Fonseca, mas sem êxito.