Prefeito eleito Paulo Piau (PMDB) acredita que a decisão deve ter respaldo técnico e não ser baseada em interesses políticos
Embora garanta não querer entrar na polêmica quanto à abertura paliativa do Hospital Regional, o prefeito eleito Paulo Piau (PMDB) acredita que a decisão deve ter respaldo técnico e não ser baseada em interesses políticos. “Esta não deve ser uma vontade somente política. É eminentemente técnica, de viabilidade”, diz.
Ele questiona como será o custeio da estrutura, colocando como exemplo o Hospital Regional de Uberlândia. Lá, a administração é da Prefeitura, mas o custeio vem das esferas federais, estaduais e, ainda, dos cofres municipais das cidades do entorno de Uberlândia. “E aqui, este modelo está definido? A Prefeitura fará a administração deste hospital?”, questiona o prefeito eleito.
Paulo Piau coloca como “precipitada” a decisão anunciada no início da semana pelo secretário de Saúde, Valdemar Hial, com o respaldo do prefeito Anderson Adauto (sem partido), para suprir a demanda do pronto-socorro do Hospital de Clínicas da UFTM. “Não temos os elementos técnicos suficientes para tomarmos uma medida política desta natureza”, afirma. Para ele, a abertura paliativa pode culminar em um problema sério para ser solucionado pela próxima administração municipal - a qual irá comandar a partir de 1 º de janeiro. “Deixar este pepino para nós descascarmos não é justo e nem ético”, diz.
A princípio, Paulo Piau defende que seja feita a discussão técnica, principalmente relacionada ao modelo de gestão que será utilizado na estrutura, antes da abertura paliativa. Ainda segundo ele, as obras estão atrasadas e dificilmente serão concluídas ainda este ano. “Não deveria haver esta precipitação e nenhum fator limitador para que seja tomada esta atitude. É o mesmo que entregar um abacaxi para a próxima administração”, conclui.