CUIDADO

Picada de escorpião: saiba o que fazer e quando procurar atendimento

Acidentes com escorpiões aumentaram mais de 150% no Brasil; veja os principais sintomas, cuidados imediatos e como evitar novos casos

Publicado em 26/08/2026 às 10:59
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A presença de escorpiões em áreas urbanas é uma preocupação crescente no Brasil. Um estudo realizado por pesquisadores de universidades brasileiras projeta mais de 2 milhões de acidentes entre 2025 e 2033. Entre 2014 e 2023, foram registrados 1.171.846 casos no país, um aumento superior a 150% no período.

Entre as espécies que mais preocupam está o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), encontrado em todas as macrorregiões brasileiras e associado aos acidentes mais graves. A espécie também consegue se reproduzir rapidamente, o que favorece sua disseminação.

O que fazer se for picado?

A primeira orientação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível, mesmo quando os sintomas parecem leves.

Não é recomendado:

  • fazer torniquete;
  • cortar o local da picada;
  • tentar sugar o veneno;
  • aplicar substâncias caseiras sobre a região.

A dor intensa é um dos principais sinais de alerta. Também podem ocorrer inchaço e vermelhidão no local.

Em casos mais graves, a vítima pode apresentar arritmias, pressão alta, dificuldade para respirar e sinais de choque, com risco maior quando o atendimento demora.

Crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas precisam de atenção especial após o acidente.

Quando chamar o SAMU?

O SAMU, pelo 192, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para auxiliar no transporte da vítima até uma unidade de referência.

Quando indicado pela equipe médica, o soro antiescorpiônico é disponibilizado gratuitamente pelo SUS. A aplicação ocorre exclusivamente em ambiente hospitalar.

Em Minas Gerais, a relação de hospitais de referência para acidentes com animais peçonhentos pode ser consultada na rede estadual de saúde.

Por que os escorpiões aparecem nas cidades?

Os escorpiões encontram nas áreas urbanas abrigo, alimento e menos predadores naturais. Entulhos, restos de construção, madeira, lixo e locais escuros podem servir de esconderijo.

O calor e a umidade também favorecem a atividade desses animais.

Outro fator importante é a presença de baratas, uma das principais fontes de alimento dos escorpiões. Por isso, o controle desses insetos também ajuda a reduzir a presença dos aracnídeos.

Como evitar uma picada?

Alguns cuidados ajudam a diminuir o risco dentro de casa:

  • mantenha quintais e terrenos livres de entulho e lixo;
  • vede ralos, frestas, rodapés e soleiras;
  • sacuda roupas, toalhas e calçados antes de utilizá-los;
  • evite deixar camas e berços encostados nas paredes;
  • mantenha o ambiente livre de baratas;
  • não acumule madeira, tijolos ou materiais de construção.

Encontrou um escorpião? Não pegue com a mão

A orientação é não tentar capturar o animal diretamente. Se for possível fazer isso com segurança, ele pode ser isolado em um recipiente resistente e fechado para encaminhamento à vigilância sanitária.

Também é importante comunicar o serviço de zoonoses ou vigilância ambiental do município, já que o registro ajuda na identificação de áreas com maior ocorrência e na adoção de medidas de controle.

Em caso de picada, não espere os sintomas piorarem: procure atendimento médico o quanto antes.

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