Acidentes com escorpiões aumentaram mais de 150% no Brasil; veja os principais sintomas, cuidados imediatos e como evitar novos casos
A presença de escorpiões em áreas urbanas é uma preocupação crescente no Brasil. Um estudo realizado por pesquisadores de universidades brasileiras projeta mais de 2 milhões de acidentes entre 2025 e 2033. Entre 2014 e 2023, foram registrados 1.171.846 casos no país, um aumento superior a 150% no período.
Entre as espécies que mais preocupam está o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), encontrado em todas as macrorregiões brasileiras e associado aos acidentes mais graves. A espécie também consegue se reproduzir rapidamente, o que favorece sua disseminação.
A primeira orientação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível, mesmo quando os sintomas parecem leves.
Não é recomendado:
A dor intensa é um dos principais sinais de alerta. Também podem ocorrer inchaço e vermelhidão no local.
Em casos mais graves, a vítima pode apresentar arritmias, pressão alta, dificuldade para respirar e sinais de choque, com risco maior quando o atendimento demora.
Crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas precisam de atenção especial após o acidente.
O SAMU, pelo 192, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para auxiliar no transporte da vítima até uma unidade de referência.
Quando indicado pela equipe médica, o soro antiescorpiônico é disponibilizado gratuitamente pelo SUS. A aplicação ocorre exclusivamente em ambiente hospitalar.
Em Minas Gerais, a relação de hospitais de referência para acidentes com animais peçonhentos pode ser consultada na rede estadual de saúde.
Os escorpiões encontram nas áreas urbanas abrigo, alimento e menos predadores naturais. Entulhos, restos de construção, madeira, lixo e locais escuros podem servir de esconderijo.
O calor e a umidade também favorecem a atividade desses animais.
Outro fator importante é a presença de baratas, uma das principais fontes de alimento dos escorpiões. Por isso, o controle desses insetos também ajuda a reduzir a presença dos aracnídeos.
Alguns cuidados ajudam a diminuir o risco dentro de casa:
A orientação é não tentar capturar o animal diretamente. Se for possível fazer isso com segurança, ele pode ser isolado em um recipiente resistente e fechado para encaminhamento à vigilância sanitária.
Também é importante comunicar o serviço de zoonoses ou vigilância ambiental do município, já que o registro ajuda na identificação de áreas com maior ocorrência e na adoção de medidas de controle.
Em caso de picada, não espere os sintomas piorarem: procure atendimento médico o quanto antes.