GERAL

Pilates estimula desenvolvimento da consciência corporal e mental

Neuroplasticidade é uma área moderna da saúde que se dedica a estudar a capacidade que o cérebro...

Thassiana Macedo
Publicado em 25/01/2013 às 13:42Atualizado em 19/12/2022 às 15:05
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Neuroplasticidade é uma área moderna da saúde que se dedica a estudar a capacidade que o cérebro tem de modificar sua estrutura e suas funções, de acordo com estímulos, mas também em razão de experiências anteriores. Estes estudos têm revelado importantes perspectivas de reabilitação e de prevenção de doenças neurológicas.

Segundo a fisioterapeuta Marcela Fonseca Batistuta, o estudo da neuroplasticidade demonstra que os cérebros das pessoas mais velhas não degeneram, mas têm uma evolução particular, de acordo com a atividade que realizam. “Isso é o que torna essas pessoas ‘sábias’ quando chegam à velhice. Essa área, também conhecida como plasticidade cerebral, é a capacidade de remapeamento das conexões das nossas células nervosas. O processo nos ajuda a aprender continuamente. Ela se refere à maneira que o nosso cérebro age e reage à medida que experimentamos uma mudança em nosso ambiente ou desenvolvemos alguma habilidade. Ou seja, o cérebro muda de forma de acordo com as áreas que mais utilizamos”, esclarece.

A especialista destaca que, à medida que envelhecem, ocorre naturalmente uma deterioração maior no hemisfério direito do cérebro de uma pessoa do que no esquerdo. “Isto acontece porque a maioria das pessoas usa mais o hemisfério esquerdo, que é o encarregado de colocar em ação tarefas já aprendidas e consolidadas. Para aprender algo, necessitamos mais do hemisfério direito, mas quando alcançamos certo nível de perícia, essas atividades passam a ser controladas pelo hemisfério esquerdo.

Ao longo da vida, acumulamos um repertório de destrezas cognitivas, ou seja, habilidades e a capacidade de reconhecer padrões, o que nos permite abordar novas situações com familiaridade. É o que popularmente chamamos experiência”, afirma Marcela.

A fisioterapeuta ressalta que, sendo assim, à medida que envelhecermos, a atividade mental estará mais dominada pelas “rotinas cognitivas” ou, em outras palavras, pelo “piloto automático”. “Isto não é ruim, pois permite resolvermos problemas complexos com o reconhecimento instantâneo de padrões. Sem muito esforço, resolvemos problemas que podem representar um verdadeiro desafio para uma mente mais jovem. Porém, a estimulação cognitiva, através de exercícios de Reeducação Postural Global (RPG), osteopatia e Pilates, obriga o cérebro a utilizar o hemisfério direito, sendo um ingrediente importante para o estilo de vida, ajudando até mesmo a evitar a deterioração do cérebro”, revela a especialista.

Isto significa que uma vida mental intensa desempenha um papel essencial no bem-estar cognitivo, especialmente nas etapas mais avançadas da vida. “Estas técnicas têm essa característica e são cada vez mais exploradas por recrutar áreas do cérebro antes adormecidas, porque exige concentração para execução de exercícios desafiadores e cada vez mais progressivos para a coordenação motora e o equilíbrio, em razão do estímulo ao desenvolvimento de uma consciência corporal”, completa Marcela Batistuta.

 

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