REDE CRIMINOSA

Piloto da Latam é preso em Congonhas por suspeita de integrar rede de exploração sexual infantil

Publicado em 09/02/2026 às 09:42
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), um piloto da Latam, de 60 anos, dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Ele é suspeito de integrar uma rede criminosa envolvida em exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável.

Segundo a Aena, concessionária responsável pelo aeroporto, a prisão não afetou as operações, que seguiram normalmente. Na mesma ação, uma mulher de 55 anos também foi detida, suspeita de ter “vendido” três netas, de 10, 12 e 14 anos, ao piloto.

As prisões fazem parte da operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa). A investigação apura crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, praticados por uma rede que atuava há cerca de oito anos.

Além das detenções, a polícia cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, com diligências em São Paulo e no município de Guararema, na região metropolitana.

As investigações tiveram início em outubro de 2025. Até o momento, três vítimas, de 11, 12 e 15 anos, foram identificadas, todas submetidas, segundo a polícia, a situações graves de abuso e exploração sexual.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), também são apurados crimes como uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, stalking, aliciamento de crianças e coação no curso do processo. A pasta afirma que há indícios de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

A Polícia Civil não descarta novas prisões nem a identificação de outras vítimas.

Posicionamento da Latam

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu uma apuração interna e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia declarou repudiar qualquer prática criminosa e afirmou adotar elevados padrões de segurança e conduta.

A empresa informou ainda que o voo LA3900, que faria a rota São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont e seria operado pelo piloto preso, ocorreu normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário previsto.

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