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Planta de amônia aquece locações na cidade

Enquanto “Minha Casa Minha Vida” faz com que a procura por locações de casas de pequeno porte diminua

Publicado em 08/04/2013 às 11:29Atualizado em 19/12/2022 às 13:46
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Agnes Maria

Enquanto “Minha Casa Minha Vida” faz com que a procura por locações de casas de pequeno porte diminua, obras da planta de amônia e gasoduto começam a aquecer o mercado de imóveis maiores.

Na última semana, a Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra) anunciou a assinatura de contrato para mais 2.230 unidades do programa do governo federal “MCMV” para famílias de renda bruta de até R$ 1.600. 

O sonho da casa própria se torna realidade para alguns, mas o setor imobiliário enfrenta excesso de ofertas de imóveis de níveis baixo/médio.

Para o corretor de imóveis José Alberto Silvestre, Uberaba é uma cidade privilegiada pelo programa habitacional do governo federal, que favoreceu as classes de menor poder aquisitivo. E, como estas pessoas

passaram a ter um imóvel próprio, obviamente o aluguel deste porte enfrentou queda significativa de preço e de procura. Esta opinião é partilhada pelo também corretor de imóveis Sérgio Marcos de Souza. Ele explica que estão sobrando imóveis com alugueis na faixa de um salário mínimo.

Porém, ambos explicam que nos demais segmentos a realidade é diferente da apresentada anteriormente.  “Estamos passando por um momento de estabilidade em relação aos dois últimos anos, que foram muito bons. Porém, isto não quer dizer que estamos atravessando um período de estagnação para imóveis de médio e alto padrões”, esclarece José Alberto.   

Sérgio Marcos, por sua vez, pontua que falta oferta de imóveis com três dormitórios, de nível melhor. O “boom” que surgiu diante da expectativa da vinda da planta de amônia e do gasoduto começa aos poucos a aquecer o mercado. Ele explica que já foram fechados alguns contratos de locações imobiliárias para grupos de engenheiros, economistas e administradores contratados para trabalhar nessas obras. Relata, inclusive, uma situação problemática que está vivenciando para alugar imóveis para estas pessoas. “Os profissionais, apesar de casados, estão vindo sozinhos para trabalhar em Uberaba. E, por uma questão de segurança, a procura maior é por apartamentos.

Alguns síndicos de edifícios residenciais não querem aceitar, por exemplo, que três ou quatro engenheiros morem juntos num apartamento, porque entendem que configuraria república”, ilustra o empresário, acrescentando que não estão sendo construídos imóveis para acomodar profissionais com esse perfil.

Sérgio de Souza diz que já foi procurado também para conseguir um local para abrigar 200 pessoas. Ou seja, tão logo a mão de obra braçal comece a se instalar na cidade, a previsão é aquecimento do mercado de locações em Uberaba. “Estes empreendimentos, gasoduto e amônia, são irreversíveis e tenho certeza que vão, sim, ser um chamativo para o município. Daqui pra frente só vai melhorar”, prevê o empresário.

 

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