O mês de julho apresentou o maior pico, quando considerado os últimos quatro anos; do total de 399 crimes violentos, 374 foram contra o patrimônio.
Dados do Mapa de Resultados da Secretaria de Estado de Defesa Social demonstram que nos primeiros sete meses do ano foram registradas 1.700 ocorrências de roubo, furto, extorsão e extorsão mediante sequestro em Uberaba, contra 1.892 ocorridos no mesmo período de 2014. O mês de julho apresentou o maior pico, quando considerado os últimos quatro anos. Do total de 399 crimes violentos, 374 foram contra o patrimônio.
De acordo com o major Anderson Clayton Borges, foram registrados em agosto 338 crimes violentos e até dia 17, 169 ocorrências que também incluem crimes de estupro, homicídio e tentativa de homicídio. “A avaliação que nós fazemos é que realmente houve uma ascendência. O número de agosto já voltou ao patamar aceitável, mas ainda assim preocupante, embora o número consolidado de crimes violentos mostra aumento de 5%”, alerta.
Acredita-se que o pico verificado em julho tenha sido ocasionado pela deflagração de operações repressivas localizadas contra criminosos atuantes em determinados bairros, como na região da Coreinha, por exemplo.
“Isso resultou em picos de violência, sendo que em um dia foram registrados 26 crimes violentos, fato que nunca havia ocorrido na história de Uberaba em todos os tempos, mas não é possível saber porquê”, explica o major. O oficial ressalta que um dos crimes mais comum é o roubo a transeunte, enquanto a modalidade que era cometida contra comércios caiu consideravelmente em Uberaba. “A explicação é que no roubo a transeunte a identificação é mais difícil. Muitas vezes o criminoso, se passa por trabalhador com uniforme de empresas, para em um ponto de ônibus e toma um celular em poucos segundos. Hoje, roubo de aluno desatento na porta de escola olhando para o celular tem crescido muito”, informa.