O mercado de automóveis em Uberaba tem registrado queda constante nos últimos meses. Tanto a procura por carros novos quanto por carros usados tem reduzido gradativamente a cada mês. Para driblar a crise montadoras buscam alternativas para atrair clientes como brinde e descontos.
De acordo com o gerente comercial de uma revendedora, Giovane Clemente, diante do mau momento econômico, os consumidores podem encontrar uma boa hora para a compra de veículos. “A queda nas vendas acontece em todo país e vem desde ano passado. O momento é bom para o consumidor, pois com a baixa saída, as montadoras procuram dar melhores condições com descontos, brindes e promoções”, explica.
Giovane ainda reforça que em Uberaba as vendas se mantêm em um nível razoável. A justificativa é o desenvolvimento da cidade que dá mais confiança para o consumidor. “Esses benefícios proporcionados pelas fábricas podem chegar a até 7% de desconto. Se o mercado de trabalho vai bem na cidade, as chances de vendas são boas”, explica.
Já o empresário do ramo de carros novos e usados, Reginaldo Baleia conta que os consumidores andam mais apreensivos em relação à compra de veículos. “São dois lados da moeda. Com a crise no país, pessoas que têm dinheiro no banco procuram investir em bens, já as pessoas que não tem dinheiro têm medo de comprar e adquirir dívidas”, explica.
Ainda de acordo Reginaldo, o momento definitivamente não é o ideal para vender o próprio carro. Segundo o empresário, a baixa rotatividade desvalorizaria um carro que custaria R$ 30 mil para menos de R$ 25 mil. “Com pouca procura, um comprador não ofereceria a mais para o veículo ficar emperrado na garagem”, completa.
Uma saída para o mercado seria o incentivo fiscal por parte do governo. Em 2008, para driblar a crise econômica, o governo concedeu a isenção do IPI, o que fomentou as vendas. No entanto, Baleia lembra que talvez agora seja improvável a ajuda do governo. “O governo está em crise financeira. Numa situação desta, ele não vai poder abrir mão do imposto, pois ele precisa de caixa”, finaliza.