Preços do jiló e do quiabo sobem no mercado livre do produtor, e o consumidor deve sentir alta ainda...
Preços do jiló e do quiabo sobem no mercado livre do produtor, e o consumidor deve sentir alta ainda esta semana. Na manhã de segunda-feira, 15, na Ceasa, o jiló estava sendo comercializado por R$ 50, a caixa de 22 quilos, registrando aumento de 50% no valor. Já o quiabo, outra verdura bastante consumida pelas famílias mineiras, está sendo vendido por R$ 60, a caixa com 22 quilos. O preço normal era de R$ 35, a caixa com 22 quilos.
Há poucos meses, o grande vilão entre legumes, frutas e verduras era o tomate, que chegou a ser comercializado na Ceasa de Uberaba por R$ 100, a caixa de 22 quilos. O preço normal era de R$ 40, a caixa. Para o consumidor, em muitos supermercados e varejões, o preço do quilo do produto chegou a R$ 7,98 e hoje está sendo vendido por R$ 1,99.
“Quanto ao tomate, já retornamos aos preços normais e hoje o produto está bem mais barato. A grande preocupação é com o jiló e o quiabo, verduras muito comuns no dia a dia dos mineiros. O quiabo, por exemplo, está sendo comercializado nos varejões por R$ 8 o quilo”, informa o produtor rural, Jeremias Colmanetti.
De acordo com o produtor, os preços destas verduras estão muito acima da média, pelo menos 20% além do que era esperado. Ele explica que é comum neste período do ano o quiabo ficar um pouco mais caro. Entretanto, em 2012 os valores surpreenderam, assim como o do jiló, que na verdade não costuma ter reajuste durante este período. “O clima é que proporcionou esta variação. A intermitência em que alguns dias chove muito e em outros o sol está quente é o que ocasionou a alta nos preços. Portanto, a previsão é de que os consumidores sofram com essa alta do preço do quiabo até o mês de dezembro”, explica Jeremias.
Por sua vez, o secretário de Agricultura, José Humberto Guimarães, explica que, por mais que o produtor invista na irrigação, as condições climáticas desfavoráveis inibem a produtividade. A produção fica menor do que o esperado para uma lavoura normal. Quanto à movimentação na Ceasa, o secretário ressalta que mais de 40 produtores vendem hortifrutigranjeiros. Entretanto, a quantidade de produtos ofertados está pequena em relação à demanda.