Expectativa é que o mercado se estabeleça em até 40 dias, quando os bois serão levados para o confinamento no intuito de serem engordados para ir ao abate mais rápido
O preço da arroba do boi gordo continua oscilando em Minas Gerais. No início do mês de abril, o preço à vista da arroba era de R$142. No entanto, depois do dia primeiro de abril até o dia 15, quando foi feita a última cotação, foi registrada alta de R$2, custando agora R$144.
“Na realidade, a arroba do boi gordo chegou a R$166, em São Paulo. Em Minas, é um pouco mais barato. A alta é em função da nossa entrada na entressafra, quando começa a seca e as pastagens ficam mais fracas”, explicou o zootecnista da Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (SAGRI), Luís Felipe Leite.
Para Luís Felipe Leite, o preço da arroba do boi deve se manter. “O mercado deve manter em R$150, mesmo na entressafra. Agora, o consumo é que deve diminuir. Isso vai segurar também os preços. Daqui uns 30 a 40 dias, começam a entrar os animais de confinamento, estabilizando o mercado novamente”, afirma o zootecnista.
O confinamento tem como objetivo oferecer alimentação balanceada para o boi engordar, deixá-lo dormir, para ser abatido mais rápido.
O zootecnista salienta que a região é abastecida não só pelo boi gordo, mas também pelas fêmeas. “Existem muitas fêmeas que são abatidas em Uberaba e Uberlândia, que acompanham o preço da arroba do boi gordo. A arroba da vaca chegou a R$140 na região do Triângulo Mineiro”, prevê.
Queda- Já nesta segunda-feira (18), a nova cotação indicou uma queda de R$1, sendo a arroba comercializada neste início de semana por R$143.
Carne branca é opção mais em conta para quem quer economizar
O quilo da carne vermelha, que há algum tempo era indispensável em boa parte dos pratos dos brasileiros, tem ficado cada vez mais salgado e, consequentemente, cedido espaço para outros tipos de carne, como a carne de frango. A perspectiva, segundo o zootecnista da Sagri, Luís Felipe Leite, é que o preço dessa carne diminua ainda mais.
“As pessoas procuram pelo frango e pela carne de porco também. Provavelmente, nós teremos uma safra muito boa, os grãos devem cair o preço, incluindo soja e milho. A carne suína e a de aves, por ser feita em arraçoamento, com base de milho e soja, deve ter uma tendência de queda também e isso suprirá as necessidades dos consumidores que não podem comprar uma carne mais cara”, avaliou o especialista.
Em uma casa de carnes da cidade, a queda nas vendas de carne vermelha chegou a quase 40%, conforme explica o proprietário Alessandro de Lima. “A carne subiu demais, então as pessoas que compravam um quilo de carne, hoje compram meio, diminuindo seu consumo”, afirmou.
De acordo com Alessandro, atualmente, o frango é o responsável por segurar e estabilizar os preços. “As pessoas estão comprando coxa e filé de frango, ainda vendemos muita carne vermelha, mas notamos que as pessoas estão deixando para comprar isso nos fins de semana. Agora o consumidor tem procurado promoções. Por isso, apostamos em promoções diferentes toda semana para incentivar e dar mais opções ao cliente”, considera.