Procurada pela reportagem do Jornal da Manhã, a prefeita de Delta, Lauzita Rezende, afirma que todas estas manifestações estão sendo realizadas com motivação política, porque ela sempre está disposta a conversar com as categorias de forma individualizada. No caso dos motoristas, há uma reunião marcada para esta quarta-feira (20). “Foi aprovado no ano passado 13% de aumento para a Educação para valer este ano, o que, se comparado aos outros municípios, demos o dobro do aumento. Na verdade, a briga é pelos professores, mas, pensando em todos, fizemos outras coisas, como o vale-refeição, que ainda não conseguimos implantar por conta da queda de receita, que foi brutal. Os municípios perderam mais de 40% e não estávamos preparados para isso. Eles falam da compra de férias-prêmio, mas o município não está comprando de ninguém, porque hoje o município não tem dinheiro, e estamos pedindo para que os servidores gozem férias”, reforça.
Lauzita Rezende cita que o município aprovou a Lei do Pó de Giz, mas mesmo assim o sindicato não está contente com a medida, porque há pessoas querendo receber o pagamento adicional também durante as férias, o que ela não acha justo. “O Pó de Giz foi criado para motivar os professores a trabalharem. Temos ótimos professores no município, mas infelizmente os que mais reivindicam a mudança da lei sobre a falta são os que não vêm trabalhar. E esses querem ganhar o benefício em casa, o que não é justo. Hoje, tenho que pensar no aluno e para isso estabelecemos algumas regras para motivar o professor a trabalhar”, ressalta.
Sobre a solicitação de documentos, a prefeita justifica que, sempre que o sindicato pede informações à Prefeitura, tenta atender na medida das possibilidades, mas ela lembra que para responder às solicitações a tempo o município precisaria de 10 funcionários para ficar só por conta dessas demandas, o que é inviável, segundo Lauzita.