Criança corre em direção à mãe durante desocupação da área no Cidade Ozanan
A ordem do prefeito Anderson Adauto em relação às famílias sem teto que estão abrigadas no Albergue Municipal é uma só: ajudar, sem, entretanto, criar situação de incentivo a novas invasões. Em reunião com o presidente da Cohagra, Samir Cecílio Filho, o prefeito pediu para tentar resolver os problemas, mas sem privilégios para quem quer que seja.
De acordo com Samir, sete famílias estão abrigadas no albergue, aguardando uma definição por parte do Poder Público. Lembra que a Cohagra não tem casas de reserva para esse tipo de situação e que esse tipo de problema não se resolve da noite para o dia.
Uma das alternativas, segundo ele, é a retomada de casas abandonadas pelos mutuários com inadimplência alta. Ontem, ele teria encontro com a direção da Caixa Econômica Federal, com quem trataria do assunto. “Ao mesmo tempo em que o cenário é alvissareiro, com certeza será positivo, infelizmente tudo demanda tempo”, disse Samir, acrescentando que o novo programa do governo federal terá alguns milhares de unidades habitacionais para Uberaba. De acordo com Samir, apesar da demanda pequena, em casos emergenciais não há como se resolver o problema de imediato. Conta que houve vários assentamentos nos últimos meses, seja por problemas com as chuvas, moradores em áreas de risco ou indicação da Ronda Social.
Segundo o subsecretário de Governo, Wellington Cardoso Ramos, as famílias acolhidas estão recebendo atendimento tanto da Cohagra quanto da Secretaria de Desenvolvimento Social. Também lembra que o prefeito quer resolver o problema, mas considera a questão como delicada, para não incentivar novas invasões. “Sabemos da existência de muitos aproveitadores, mas não podemos fechar os olhos para as famílias que realmente não têm para onde ir”, disse o subsecretário, avaliando que será olhado caso a caso.
A conselheira tutelar Eni Lázara acompanhou toda a desocupação da área e, segundo ela, o Conselho está prestando atendimento às famílias albergadas. Defende o assentamento dessas famílias e alerta que o albergue é um local de passagem rápida, não podendo a situação perdurar por muito tempo.